São Francisco do BrejãoMA
9.222 habitantes · IBGE 2110856
Resumo socioambiental
São Francisco do Brejão/MA apresenta quadro de saneamento básico crítico, com destaque negativo para a perda de água na distribuição, que atingiu 76,5% em 2024 — muito acima da mediana nacional (29,1%) e também superior à média estadual (57,3%), posicionando o município no percentil 96, entre os piores do país. Essa perda cresceu de forma acentuada desde 2010 (+318,4%), evidenciando deterioração progressiva da infraestrutura hídrica. A cobertura de água, por sua vez, é de apenas 37,5% (2024), bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (53,5%), colocando o município no percentil 10. É contraditório que a cobertura tenha crescido +35,4% desde 2010 enquanto as perdas dispararam, sugerindo que a expansão da rede não veio acompanhada de manutenção adequada, resultando em ineficiência crescente do sistema.
No manejo de resíduos sólidos, o cenário é misto: a coleta domiciliar avançou para 73,5% dos domicílios em 2022 (+33,1% desde 2010), aproximando-se da mediana nacional (76,9%) e superando a média estadual (65,5%). Ainda assim, 25,2% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos, valor superior à mediana nacional (14,9%), embora abaixo da UF (29,4%). Essa parcela de descarte inadequado ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que somaram 6.363 tCO₂e em 2024 (+56,3% desde 2010), valor próximo à mediana nacional e no percentil 51, indicando que o problema não é exclusivo do município, mas ainda representa espaço de melhoria via ampliação da coleta e destinação corretas.
Em termos climáticos, as emissões totais de GEE caíram substancialmente, de 1.146.226 tCO₂e (2010) para 247.059 tCO₂e (2024), uma redução de 78,4%, refletindo provavelmente menor conversão de uso da terra ao longo da série. Ainda assim, o valor de 2024 supera a mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 65. Chama atenção o crescimento expressivo das emissões de energia, que saltaram de 14.942 tCO₂e (2010) para 39.378 tCO₂e (2024), alta de 163,5%, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e situando o município também no percentil 65 — tendência que merece monitoramento, especialmente se associada à expansão de infraestrutura urbana sem ganhos de eficiência energética.
Quanto a eventos hidrológicos extremos, o único registro disponível é de uma ocorrência de cheia em 2016, ano em que a UF registrou 164 ocorrências, colocando o município no percentil 76 nacionalmente naquele ano; não há registros de seca no mesmo período. Diante do quadro geral, as prioridades de gestão devem se concentrar na redução urgente das perdas de água — que comprometem a eficácia de qualquer expansão de cobertura —, na ampliação da destinação adequada de resíduos e no acompanhamento da trajetória crescente das emissões de energia, de modo a evitar que os ganhos recentes em desmatamento evitado sejam neutralizados por outras fontes emissoras.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
37.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
76.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
73.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
25.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
247.059 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.363 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
39.378 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
