São Francisco do GlóriaMG

4.866 habitantes · IBGE 3161403

IA

Resumo socioambiental

São Francisco do Glória/MG apresenta quadro de saneamento básico abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais, com destaque negativo para o tratamento de esgoto, que permanece em 0,0% desde 2010, contra mediana nacional de 37,7% e mineira de 44,5% em 2022 — o município está no percentil 25, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. A cobertura de água também é limitada, com 60,4% em 2022 (percentil 30), valor estável desde 2018 após queda abrupta em relação aos 100% registrados em 2016-2017. A coleta de esgoto segue trajetória semelhante, caindo de 100% (2017) para 61,1% em 2021, uma retração de -38,9% no período, o que ajuda a explicar por que o destino inadequado de dejetos em domicílios, embora tenha recuado de 31,0% para 19,5% entre 2010 e 2022, ainda supera a mediana nacional (14,9%) e principalmente a mineira (7,4%), posicionando o município no percentil 59 — pior que a maioria dos municípios brasileiros nesse indicador.

Por outro lado, a perda de água no sistema de distribuição é um ponto positivo: 8,0% em 2022, muito inferior à mediana nacional (29,9%) e à mineira (35,0%), colocando o município no percentil 6, entre os mais eficientes do país nesse aspecto — embora a ausência de tratamento de esgoto contraste com essa eficiência hídrica, sugerindo investimento desigual entre os componentes do saneamento.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 41.388 tCO₂e em 2024, com queda de -6,2% em relação a 2023 e valor inferior ao pico de 61.035 tCO₂e em 2022; o município está no percentil 17 nacional, indicando emissões bem abaixo da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos também recuaram (-6,3%, para 2.346 tCO₂e em 2024), coerente com a estabilidade populacional e o padrão de destinação observado. Já as emissões de energia cresceram +31,4% no ano, atingindo 4.537 tCO₂e, acompanhando o salto da potência hidráulica instalada, que passou de 2 MW para 5 MW entre 2023 e 2024 (+179,2%), ainda abaixo da mediana nacional (10 MW). Não há registros recentes de eventos de cheia ou seca além do dado único de 2016, insuficiente para avaliar tendência hidroclimática atual.

Em síntese, o município combina baixa eficiência de perdas hídricas com lacunas estruturais graves em tratamento de esgoto e cobertura de coleta, exigindo priorização de investimentos em saneamento — especialmente em estações de tratamento, inexistentes há mais de uma década — enquanto o perfil de emissões permanece moderado e decrescente, sem pressão climática crítica no curto prazo.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

65.7%

2024

40
8.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

65.7%

2024

55
34.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

16.5%

2024

84

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

64.0%

2022

31
7.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

19.5%

2022

41
37.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

5 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

5 MW

2024

42
179.2% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

41.388 tCO₂e

2024

83
6.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.346 tCO₂e

2024

83
6.3% no período

Emissões de energia

SEEG

4.537 tCO₂e

2024

81
31.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.