São Francisco do ParáPA

15.418 habitantes · IBGE 1507409

IA

Resumo socioambiental

São Francisco do Pará apresenta déficits estruturais em saneamento básico que colocam o município em situação crítica frente ao restante do país. A cobertura de água atingiu apenas 34,0% em 2022, muito abaixo da mediana nacional de 76,5% e da média estadual de 55,0%, posicionando o município no percentil 8 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Ainda assim, houve avanço relevante na perda de água, que caiu de 50,0% em 2021 para 32,9% em 2022 (redução de 52,1% em relação a 2008), ficando próxima da mediana nacional (29,9%) e discretamente melhor que o índice estadual (34,5%).

Na coleta de resíduos sólidos, o quadro também é preocupante: apenas 53,3% dos domicílios são atendidos (2022), contra mediana nacional de 76,9%, resultando em percentil 18. Como reflexo direto, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 38,6% dos domicílios — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e superior à média do Pará (23,2%), colocando o município no percentil 84 (entre os piores). Essa deficiência na gestão de resíduos se conecta ao aumento constante das emissões do setor: as emissões de resíduos cresceram 56,4% desde 2010, chegando a 7.286 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), evidenciando que a baixa cobertura de coleta não impede o crescimento da decomposição orgânica e da geração de gases de efeito estufa associados.

No balanço geral de emissões, o município reduziu significativamente seu total de GEE, de 723.505 tCO₂e em 2016 para 169.668 tCO₂e em 2024 (-57,4% desde 2010), valor próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 56. Contudo, as emissões de energia cresceram 31,1% no período, alcançando 44.793 tCO₂e — mais que o dobro da mediana nacional (18.929 tCO₂e), no percentil 68, indicando pressão crescente desse setor mesmo com a queda expressiva das emissões totais, provavelmente vinculada a mudanças de uso da terra.

Em síntese, São Francisco do Pará enfrenta desafios simultâneos de infraestrutura de água e esgoto muito aquém dos padrões nacionais, com reflexos ambientais mensuráveis no aumento das emissões de resíduos e energia. A melhora na perda de água é um ponto positivo isolado, mas não compensa a baixíssima cobertura de abastecimento e coleta, que exigem investimento prioritário em saneamento para reduzir riscos sanitários e ambientais à população.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

33.4%

2024

8
27.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

25.5%

2024

60
44.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

53.3%

2022

18
8.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

38.6%

2022

16
23.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

169.668 tCO₂e

2024

44
57.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.286 tCO₂e

2024

44
56.4% no período

Emissões de energia

SEEG

44.793 tCO₂e

2024

32
31.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.