São Francisco do SulSC
55.784 habitantes · IBGE 4216206
Resumo socioambiental
São Francisco do Sul apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com forte avanço no abastecimento de água mas atraso crítico no saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da UF (90,1%), colocando o município no percentil 100 do país. Em contraste, a coleta de esgoto ficou em apenas 6,8% (2021), muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e da própria UF (43,6%), posicionando o município no percentil 5 — um dos piores do Brasil nesse quesito. O tratamento de esgoto, embora tenha saltado de 1,2% para 8,9% entre 2021 e 2022 (variação de +626,8%), ainda é baixo frente à mediana nacional (37,7%) e à UF (39,7%), indicando que a maior parte dos avanços em água não é acompanhada por infraestrutura equivalente de esgotamento sanitário.
A perda de água na distribuição, embora tenha caído de 39,0% (2016) para 25,9% (2022), ainda representa desperdício relevante, ficando próxima da mediana nacional (29,9%) e um pouco melhor que a UF (34,6%). Já os indicadores de resíduos sólidos domiciliares são positivos: 97,1% dos domicílios têm coleta (2022) e apenas 0,6% têm destinação inadequada, ambos muito superiores às referências nacionais (76,9% e 14,9%, respectivamente) e colocando o município nos percentis 97 e 4 (favoráveis). Chama atenção, porém, a existência de apenas 1 unidade de destinação de resíduos registrada (2025), igual à mediana nacional, mas distante da média estadual (58 unidades), sugerindo baixa capacidade instalada local e possível dependência de estruturas externas ao município.
No campo climático, as emissões totais de GEE caíram de 264.030 tCO₂e (2022) para 124.089 tCO₂e (2024), redução de 31,3% em dois anos, ficando próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Entretanto, as emissões de resíduos dobraram na década, passando de 9.199 tCO₂e (2010) para 18.593 tCO₂e (2024), variação de +102,1%, superando em quase três vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 82 — um sinal de alerta que dialoga diretamente com a baixíssima cobertura de tratamento de esgoto e a escassa infraestrutura de destinação final. As emissões de energia também cresceram 31,9% no período, para 94.681 tCO₂e (2024), muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Em síntese, o município combina excelência em abastecimento de água e gestão de resíduos domiciliares com deficiências estruturais graves em esgotamento sanitário e capacidade de destinação, que se refletem no crescimento das emissões associadas a resíduos. A ausência de registros recentes de eventos extremos (cheias e secas, últimos dados de 2016) limita a análise de risco hidrológico atual, mas o histórico de 4 registros de cheia em 2016 já indicava exposição relevante frente à mediana nacional de zero ocorrências. Recomenda-se priorizar investimentos em coleta e tratamento de esgoto, dado
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
89.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
24.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
24.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
24.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
97.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.6%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Clima
Emissões de GEE
SEEG
124.089 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
18.593 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
94.681 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
