São FranciscoPB
3.190 habitantes · IBGE 2513984
Resumo socioambiental
São Francisco/PB apresenta quadro crítico de saneamento básico, com cobertura de água de apenas 27,3% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (59,5%), posicionando o município no percentil 6 do país. A série histórica mostra deterioração acentuada: partindo de 87,9% em 2010, o indicador recuou 68,9% até 2024, com quedas abruptas e uma interrupção total de fornecimento registrada em 2020. Paralelamente, a perda de água na distribuição atingiu 63,9% em 2024, mais que o dobro da mediana nacional (29,1%) e colocando o município no percentil 92 (pior extremo), evidenciando ineficiência grave na gestão da infraestrutura hídrica que provavelmente compromete a própria oferta de água tratada.
O esgotamento sanitário também é preocupante: a coleta caiu de 73,1% (2021) para 40,8% (2024), abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (55,9%), enquanto o tratamento de esgoto é 0,0% desde ao menos 2021, contrastando com a mediana nacional de 33,3%. Por outro lado, há um avanço relevante na coleta domiciliar de resíduos sólidos, que saltou de 53,5% (2010) para 91,2% (2022), superando a mediana nacional (76,9%) e a UF (79,6%), com redução do destino inadequado de resíduos de 46,5% para 8,8% no mesmo período — resultado acima da média nacional (14,9%) e da UF (15,4%). Essa melhora na gestão de resíduos sólidos, no entanto, não impediu o crescimento das emissões associadas ao setor, que subiram 74,1% entre 2010 e 2024, atingindo 3.596 tCO₂e, ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
As emissões totais de GEE do município cresceram 145,3% desde 2010, chegando a 24.112 tCO₂e em 2024, valor muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), mantendo o município no percentil 9. As emissões de energia surgiram apenas a partir de 2018, alcançando 3.739 tCO₂e em 2024, também bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Registros históricos da ANA de 2016 indicam exposição a eventos climáticos extremos, com 13 registros de seca e 3 de cheia, posicionando o município nos percentis 92 e 93 nacionais, respectivamente — sinal de vulnerabilidade hídrica que reforça a urgência de intervenções estruturais no sistema de abastecimento.
Em síntese, São Francisco combina baixíssima cobertura e alta perda de água, ausência total de tratamento de esgoto e histórico de eventos extremos de seca, formando um cenário de vulnerabilidade hídrica severa que exige investimento prioritário em infraestrutura de saneamento, apesar dos avanços pontuais na gestão de resíduos sólidos domiciliares.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Gestão e infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
27.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
40.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
63.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
91.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
8.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
24.112 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.596 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.739 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
13
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
