São Geraldo do AraguaiaPA
24.978 habitantes · IBGE 1507458
Resumo socioambiental
São Geraldo do Araguaia apresenta quadro socioambiental abaixo da média nacional em saneamento, com sinais preocupantes de perdas hídricas, ainda que o tratamento de esgoto seja um ponto relativamente positivo. A cobertura de água atingiu 59,7% em 2022, bem abaixo da mediana nacional de 76,5%, embora superior à média do Pará (55,0%), posicionando o município no percentil 30. A coleta de esgoto, com 53,3% em 2021, também fica distante da mediana do país (87,8%), mas destaca-se frente ao Pará, cuja média é de apenas 19,1%. Já o tratamento de esgoto, em 74,9% (2022), supera consideravelmente a mediana nacional (37,7%) e estadual (13,5%), colocando o município no percentil 73 — um resultado positivo, ainda que a série mostre grande oscilação, incluindo quedas abruptas em 2012 e 2017, indicando fragilidade operacional da única ETE registrada (2020).
O ponto mais crítico é a perda de água na distribuição, que chegou a 46,6% em 2022, valor muito superior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (34,5%), no percentil 81 — ou seja, entre os piores do país. Essa ineficiência compromete a eficácia dos investimentos em cobertura, já que quase metade da água tratada se perde antes de chegar ao consumidor. Complementarmente, o percentual de domicílios com destino inadequado de resíduos, embora tenha caído de 38,4% (2010) para 25,5% (2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a estadual (23,2%), reforçando o desafio de infraestrutura básica no município.
No campo climático, as emissões totais de GEE caíram de forma expressiva, de 2,04 milhões de tCO₂e (2023) para 859.492 tCO₂e em 2024 (-40,3% no período), mas o município ainda figura no percentil 88 nacional, indicando emissões muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). Chama atenção o crescimento simultâneo das emissões de resíduos (18.424 tCO₂e, +66,4% desde 2010) e de energia (39.655 tCO₂e, +116,5% no período), ambas acima das medianas nacionais, sugerindo que a redução do total em 2024 decorre principalmente de menor emissão por mudança de uso da terra, não de ganhos estruturais em gestão de resíduos ou eficiência energética.
Em síntese, o município avança no tratamento de esgoto, mas enfrenta desafios estruturais relevantes: perdas de água muito acima do padrão nacional, cobertura de saneamento aquém da mediana do país e pressão crescente das emissões de resíduos e energia, mesmo com queda nas emissões totais. Investimentos em redução de perdas na rede de água e em gestão de resíduos sólidos tendem a gerar o maior retorno socioambiental para a gestão local nos próximos anos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
72.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
18.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
70.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
43.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
62.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
25.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
859.492 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
18.424 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
39.655 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
