São Gonçalo do AmaranteCE
57.499 habitantes · IBGE 2312403
Resumo socioambiental
São Gonçalo do Amarante/CE apresenta quadro de saneamento crítico combinado com um perfil energético-emissivo atípico, fortemente influenciado por atividades industriais e portuárias de grande porte. A cobertura de água é de apenas 23,6% (2022), muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média cearense (69,9%), posicionando o município no percentil 4 do país — entre os piores do Brasil — e ainda em trajetória de queda (-22,6% desde 2008). A coleta de esgoto também é baixa, 20,4% (2021), embora com crescimento histórico de +63,1%; chama atenção o contraste com o tratamento de esgoto, que atinge 100% do volume coletado desde 2012, no percentil 100 nacional. Esse padrão sugere um sistema de saneamento pequeno, porém eficiente naquilo que coleta — o gargalo está na abrangência da rede, não na qualidade do tratamento. Reforça essa leitura a perda de água elevada, 47,3% (2022), acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (38,5%), indicando ineficiência operacional que compromete ainda mais a já escassa oferta hídrica.
No eixo de resíduos sólidos, o município mostra avanço relativo: domicílios com coleta chegam a 86,4% (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual, com forte redução do destino inadequado, que caiu para 9,2% — bem abaixo da mediana do país (14,9%). Contudo, o número de unidades de destinação permanece baixíssimo, apenas 2 unidades (2025), ainda que no percentil 87 nacional, o que revela concentração e possível dependência de poucas estruturas de destinação final.
O dado mais expressivo do dossiê é o de emissões de GEE, que atingiram 2,57 milhões de tCO₂e em 2024, no percentil 96 nacional, com pico histórico de 11,58 milhões de tCO₂e em 2017. As emissões de energia dominam esse total (2,23 milhões de tCO₂e, percentil 99), refletindo a presença de infraestrutura termelétrica robusta — 1.309 MW de potência térmica fóssil instalada, também no percentil 99 do país. As emissões de resíduos, embora com peso muito menor em volume absoluto (43 mil tCO₂e), cresceram 127,2% desde 2010 e estão no percentil 93 nacional, acompanhando o aumento da coleta domiciliar. Na matriz renovável, a potência solar (185 MW) e eólica (78 MW) situam o município em posição de destaque solar (percentil 93), mas modesta em eólica (percentil 31), sem, contudo, compensar o peso da geração fóssil no balanço de emissões.
Por fim, os indicadores hídricos-climáticos apontam vulnerabilidade estrutural: o índice de segurança hídrica é de apenas 1,000 (2035), muito abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (2,652), no percentil 1 — o pior extremo do país. Os registros históricos de seca (21 ocorrências em 2016, percentil 99) superam largamente os de cheia (1 registro, percentil 76), reforçando o risco de escassez hídrica como o principal desafio ambiental do município, agravado pelas altas perdas na rede e pela baixíssima cobertura de água tratada.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
36.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
22.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
96.4%
2023
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
57.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
9.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1.571 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
185 MW
2024
Potência eólica
ANEEL (SIGA)
78 MW
2024
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
1.309 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
16.7%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
185 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
2.573.140 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
43.024 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.226.861 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
21
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
