São Gonçalo do AmaranteRN
123.207 habitantes · IBGE 2412005
Resumo socioambiental
São Gonçalo do Amarante/RN apresenta situação heterogênea no saneamento básico. O abastecimento de água atingiu 100,0% de cobertura em 2022, superando amplamente a mediana nacional (76,5%) e a UF (79,8%), posicionando o município no percentil 100. Em contraste, a coleta de esgoto ficou em 44,3% (2021), abaixo da mediana nacional (87,8%), embora acima da média estadual (42,3%). O tratamento de esgoto é o ponto mais crítico: caiu para 19,7% em 2022, uma queda de 34,5% frente ao pico de 84,2% registrado em 2017, indicando forte regressão na capacidade de tratar o esgoto coletado — apesar de o município contar com 6 ETEs instaladas (2020), acima da mediana nacional (1 unidade). A perda de água na distribuição também é elevada, em 29,7% (2022), praticamente equivalente à mediana nacional (29,9%), mas com histórico de picos preocupantes (48,6% em 2019 e 50,6% em 2020), sugerindo problemas de gestão da rede que merecem monitoramento contínuo.
Na gestão de resíduos sólidos, os indicadores domiciliares são positivos: a coleta atende 93,0% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,4%), enquanto o destino inadequado caiu para 1,9%, uma redução expressiva de 78,4% desde 2010, bem abaixo da mediana nacional (14,9%). Contudo, essa melhoria na coleta não se reflete nas emissões: os gases de efeito estufa associados a resíduos saltaram para 54.168 tCO₂e em 2024 (+65,4% desde 2010), colocando o município no percentil 94 nacional — muito acima da mediana (6.191 tCO₂e). Esse descompasso entre boa cobertura de coleta e alta emissão de resíduos sugere que a destinação final (aterro/lixão) pode não estar gerando os benefícios ambientais esperados, possivelmente por ausência de tratamento adequado dos rejeitos ou captura de gases.
O perfil de emissões totais de GEE também é preocupante: 233.409 tCO₂e em 2024, com alta de 14,5% desde 2010, situando o município no percentil 64 nacional, acima da mediana (138.513 tCO₂e). As emissões de energia lideram esse total, com 157.392 tCO₂e (+30,2% desde 2010, percentil 87), refletindo provavelmente a matriz energética local e atividades industriais ou de transporte. A geração solar está estagnada em 6 MW desde 2010, sem qualquer expansão na década, o que limita a mitigação das emissões energéticas e destoa do potencial de diversificação da matriz.
Em síntese, São Gonçalo do Amarante apresenta avanços notáveis em água tratada e coleta de resíduos domiciliares, mas enfrenta desafios estruturais em esgotamento sanitário — especialmente no tratamento, que regrediu significativamente — e em emissões de GEE, tanto de resíduos quanto de energia, sem sinais de investimento em fontes renováveis nos últimos 15 anos. A combinação de tratamento de esgoto insuficiente com aumento de emissões de resíduos indica a necessidade prioritária de investimento em infraestrutura de tratam
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
93.2%
2023
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
23.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
18.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
6
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
55.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.9%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2020
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
6 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
6 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
6 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
233.409 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
54.168 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
157.392 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
