São Gonçalo do Rio AbaixoMG
12.353 habitantes · IBGE 3161908
Resumo socioambiental
São Gonçalo do Rio Abaixo/MG apresenta, em 2024, um quadro de saneamento em forte deterioração, com destaque de alerta para a queda abrupta da cobertura de água, que recuou de 93,8% em 2022 para 54,7% em 2024 (-45,3% no período), ficando bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média mineira (83,3%), no percentil 25. A coleta de esgoto também caiu de forma expressiva, de 100% em 2021 para 63,4% em 2024, embora ainda supere a mediana nacional (59,9%) e situe o município no percentil 53. O dado mais crítico, contudo, é a ausência total de tratamento de esgoto (0,0% em toda a série 2014-2024), enquanto a mediana nacional é de 33,3% e a mineira de 44,6% — ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que ajuda a explicar por que as emissões de resíduos vêm subindo (+62,1% entre 2010 e 2024, atingindo 6.702 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional de 6.191 tCO₂e).
A perda de água na distribuição é o indicador mais grave do dossiê: saltou de 43,5% (2020-2022) para 83,8% em 2024, colocando o município no percentil 98 nacional (mediana de 29,1%), o que sugere problemas estruturais na rede que provavelmente explicam também a queda simultânea na cobertura de água — pode haver represamento ou racionamento decorrente de perdas insustentáveis no sistema. Por outro lado, os indicadores de resíduos sólidos domiciliares mostram evolução positiva: o destino inadequado caiu de 9,7% (2010) para 3,6% (2022), muito abaixo da mediana nacional (14,9%) e da mineira (7,4%), e a coleta domiciliar atinge 86,4%, acima da mediana nacional (76,9%) e em linha com a média estadual.
No eixo climático, as emissões totais de GEE cresceram 69,3% entre 2010 e 2024, chegando a 471.290 tCO₂e, valor 3,4 vezes superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 79. As emissões de energia lideram esse crescimento (+40,9%, para 191.933 tCO₂e), muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), posicionando o município no percentil 89 — reflexo provável da presença de infraestrutura energética relevante, incluindo potência hidráulica instalada de 20 MW, estável desde 2010 e superior à mediana nacional (10 MW). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (ANA, 2016), mas a base é limitada a esse único ano, o que restringe conclusões sobre risco hídrico extremo.
Em síntese, o município combina um perfil de gestão de resíduos sólidos relativamente positivo com uma crise de saneamento básico em curso — perdas de água extremas, cobertura de água em colapso e tratamento de esgoto inexistente — associada a uma trajetória de aumento expressivo de emissões de GEE, sobretudo de energia. Investimentos urgentes em infraestrutura hídrica e em estações de tratamento de esgoto são prioritários para reverter simultaneamente os indicadores sanitários e mitigar as emissões associadas a resíduos e
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
54.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
63.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
83.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.6%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
20 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
20 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
471.290 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.702 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
191.933 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
