São Gonçalo do Rio PretoMG

3.098 habitantes · IBGE 3125507

IA

Resumo socioambiental

São Gonçalo do Rio Preto/MG apresenta um quadro de saneamento misto, com avanço expressivo na coleta de esgoto — 99,6% em 2021, acima da mediana nacional (87,8%) e da média mineira (85,0%), no percentil 71 — mas tratamento de esgoto nulo (0,0% em 2022), bem abaixo da mediana do país (37,7%) e de Minas Gerais (44,5%). Essa lacuna é crítica: o município coleta quase todo o esgoto, mas o descarta sem qualquer tratamento, o que compromete os ganhos obtidos na universalização da coleta e pressiona a qualidade dos corpos hídricos locais.

Na cobertura de água, o indicador chegou a 77,9% em 2022, próximo da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da UF (84,3%), após oscilações relevantes na série histórica — inclusive uma queda acentuada em 2018 (57,1%). A perda de água, por sua vez, está em patamar favorável: 10,5% em 2022, bem inferior à mediana do Brasil (29,9%) e à de MG (35,0%), posicionando o município no percentil 8 (quanto menor, melhor a posição relativa), sinal de gestão eficiente da rede de distribuição. Já os indicadores do Censo mostram um cenário mais preocupante quanto ao manejo de resíduos sólidos: apenas 63,6% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,1%), enquanto o destino inadequado atinge 22,4% dos domicílios, acima da mediana do país (14,9%) e muito acima da média mineira (7,4%), apesar da forte queda de 41,3% desde 2010. Essa deficiência na gestão de resíduos ajuda a explicar por que as emissões de resíduos vêm em trajetória de alta (+19,2% entre 2010 e 2024, atingindo 1.660 tCO₂e), na contramão da tendência geral de queda das emissões totais do município.

Em termos de emissões de GEE, o município apresenta desempenho ambientalmente positivo frente ao país: 9.500 tCO₂e em 2024, muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com queda de 67,8% desde 2010 e até valores negativos (sequestro líquido) em 2021 e 2022. As emissões de energia, contudo, cresceram 88,3% no período, chegando a 2.514 tCO₂e em 2024 — ainda assim inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de cheias em 2016, mas há um registro de seca observada, indicando exposição pontual a eventos hidrológicos extremos, sem série histórica suficiente para avaliação de tendência.

Em síntese, o município combina bons indicadores de perda de água e emissões totais com fragilidades estruturais em tratamento de esgoto e manejo de resíduos sólidos, áreas que devem ser prioritárias para investimento público, dado seu potencial de impacto tanto na saúde ambiental quanto na trajetória de emissões municipais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.6%

2024

44
31.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

32.0%

2024

24
37.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

36.5%

2024

52

Perda de água

SNIS/SINISA

24.5%

2024

63
63.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

63.6%

2022

30
2.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

22.4%

2022

36
41.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

9.500 tCO₂e

2024

95
67.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.660 tCO₂e

2024

92
19.2% no período

Emissões de energia

SEEG

2.514 tCO₂e

2024

91
88.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.