São Gonçalo do SapucaíMG

24.480 habitantes · IBGE 3162005

IA

Resumo socioambiental

São Gonçalo do Sapucaí apresenta quadro socioambiental misto, com avanços relevantes em coleta de esgoto e manejo de resíduos domiciliares, mas retrocesso crítico no tratamento de esgoto e trajetória preocupante nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 78,7% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média mineira (84,3%), após anos de queda entre 2015 e 2018 e recuperação recente. A perda de água, de 28,3% (2022), ainda supera o patamar considerado adequado, embora esteja levemente abaixo da mediana nacional (29,9%), indicando ineficiência operacional persistente na distribuição.

O ponto mais crítico do dossiê é o tratamento de esgoto, que caiu a 0,0% em 2022, revertendo uma série já baixa (9,9% a 14,4% entre 2016 e 2021) e colocando o município muito abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (44,5%), no percentil 25. Em contraste, a coleta de esgoto evoluiu para 94,6% (2021), superando a mediana nacional (87,8%) e a média de Minas Gerais (85,0%). Essa combinação — alta coleta e tratamento nulo — sugere que o esgoto está sendo captado, mas despejado sem tratamento, o que representa risco direto à qualidade dos corpos hídricos locais e demanda atenção prioritária da gestão municipal.

Na gestão de resíduos sólidos, os indicadores domiciliares são favoráveis: cobertura de coleta de 87,2% (2022, percentil 71) e destino inadequado de apenas 4,1%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%). Entretanto, as emissões de resíduos cresceram 42,1% entre 2010 e 2024, chegando a 18.553 tCO₂e, valor muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 82), o que aponta contradição entre a boa cobertura de coleta e o aumento da geração de gases associados à disposição final, sugerindo predominância de aterros sem aproveitamento energético ou compostagem.

O indicador mais alarmante é o de emissões totais de GEE, que somou 464.480 tCO₂e em 2024, no percentil 79 nacional, impulsionado principalmente pelo setor de energia (321.919 tCO₂e, percentil 93), com crescimento contínuo desde 2019. Após queda expressiva entre 2012 e 2019, as emissões energéticas voltaram a subir de forma constante, indicando reversão de uma trajetória de descarbonização. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, mas a ausência de atualização desses dados limita a análise de riscos climáticos recentes. Em síntese, o município exige investimento urgente em estação de tratamento de esgoto e revisão da matriz energética e de destinação de resíduos para conter a escalada das emissões.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.6%

2024

57
6.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

87.6%

2024

80
3.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.5%

2024

66
13.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

87.2%

2022

71
3.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.1%

2022

79
55.8% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2012

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

464.480 tCO₂e

2024

21
8.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

18.553 tCO₂e

2024

18
42.1% no período

Emissões de energia

SEEG

321.919 tCO₂e

2024

7
0.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.