São Jerônimo da SerraPR
10.913 habitantes · IBGE 4124707
Resumo socioambiental
São Jerônimo da Serra apresenta avanços relevantes no abastecimento de água, mas um quadro crítico e estagnado no saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 87,7% em 2022, com salto expressivo desde 2009 (+70,9%), superando a mediana nacional (76,5%) e posicionando o município no percentil 67, embora ainda abaixo da média paranaense (96,1%). Já a coleta de esgoto permanece em patamar residual — 0,3% desde 2011, sem dados mais recentes disponíveis — e o tratamento é nulo (0,0%), configurando um dos vazios sanitários mais graves do dossiê frente à mediana nacional de 37,7% e ao índice paranaense de 78,7%. Essa lacuna é corroborada pelo Censo: apenas 68,9% dos domicílios têm coleta de resíduos sólidos em 2022 (percentil 38) e 30,2% ainda têm destino inadequado de resíduos, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima do Paraná (5,6%).
A perda de água na distribuição, embora tenha recuado frente ao pico de 2018 (31,8%), ainda é de 25,0% em 2022, valor próximo à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (29,6%), indicando ineficiência operacional persistente que pode comprometer os ganhos de cobertura obtidos. A combinação entre alta cobertura de água, ausência de tratamento de esgoto e destinação inadequada de resíduos sugere risco sanitário e ambiental latente, especialmente para corpos hídricos receptores, mesmo sem registros recentes de contaminação reportados no dossiê.
Do ponto de vista climático, o município reduziu suas emissões totais de GEE de forma acentuada, de 220.172 tCO₂e (2010) para 58.949 tCO₂e em 2024 (-73,2%), com percentil 25 nacional, refletindo sobretudo a queda nas emissões de energia (-28,0% no período, 13.341 tCO₂e em 2024). Em contrapartida, as emissões de resíduos cresceram +16,6% desde 2010, atingindo 6.065 tCO₂e em 2024 — próximo à mediana nacional (6.191 tCO₂e) — movimento coerente com a persistência da destinação inadequada de resíduos sólidos identificada no Censo, reforçando a necessidade de políticas integradas entre gestão de resíduos e infraestrutura sanitária.
Eventos hidrológicos extremos têm registro limitado a 2016, com 2 ocorrências de cheia (percentil 87, indicando exposição comparativamente alta) e nenhuma seca reportada. A ausência de atualizações recentes nesses indicadores dificulta uma leitura mais precisa do risco hidroclimático atual, mas o histórico sugere atenção à gestão de recursos hídricos, especialmente diante das perdas de água ainda elevadas no sistema de distribuição.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
90.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
0.3%
2011
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2011
Perda de água
SNIS/SINISA
36.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
68.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
30.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
58.949 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.065 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
13.341 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
