São João BatistaSC
34.733 habitantes · IBGE 4216305
Resumo socioambiental
São João Batista/SC apresenta saneamento básico consolidado como principal destaque socioambiental. A cobertura de água atingiu 95,0% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e da média catarinense (86,8%), posicionando o município no percentil 86. A coleta de resíduos domiciliares alcançou 97,8% em 2022, com destinação inadequada residual de apenas 0,4%, valor muito inferior à mediana nacional (14,9%) e à média estadual (3,2%), colocando o município entre os melhores do país nesse quesito (percentil 3, onde menor é melhor).
Por outro lado, a perda de água na distribuição é um ponto crítico de gestão: 48,7% em 2024, quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e superior à média de SC (32,3%), configurando alta ineficiência operacional (percentil 82, pior faixa). A série histórica mostra grande volatilidade — de 6,8% em 2023 para 48,7% em 2024 —, sugerindo possível instabilidade nos dados reportados ou falhas reais na infraestrutura hídrica que merecem verificação e ação corretiva, especialmente considerando o investimento público modesto de R$ 1,1 milhão em 2026, bem abaixo da mediana nacional (R$ 3,1 milhões) e no percentil 36.
No campo climático, as emissões totais de GEE caíram para 115.466 tCO₂e em 2024 (-48,2% no ano), ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Contudo, essa redução é puxada por outros setores, já que emissões de energia (69.791 tCO₂e, +55,9%) e de resíduos (14.189 tCO₂e, +181,3% desde 2010) seguem em trajetória de alta e seus valores absolutos estão muito acima das medianas nacionais (18.929 e 6.191 tCO₂e, respectivamente), ambas no percentil 76. O crescimento das emissões de resíduos acompanha a expansão da coleta domiciliar, indicando que o avanço na cobertura de serviços ainda não foi acompanhado por tratamento ou destinação com menor pegada de carbono.
A capacidade de geração renovável local é limitada e estagnada: potência solar de 380 kW e biomassa de 612 kW, ambas constantes desde 2010 (biomassa) e sem variação recente, ficando abaixo das medianas nacionais (908 kW solar; 5 MW biomassa) e nos percentis 29 e 16, respectivamente. Combinado ao investimento público reduzido e às perdas hídricas elevadas, esse cenário aponta para uma agenda prioritária de modernização da infraestrutura de água e diversificação da matriz energética local, aproveitando a boa base de saneamento já constituída como alicerce para avanços mais amplos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
95.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
48.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
97.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
992 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
380 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
380 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
115.466 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
14.189 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
69.791 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
5
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 1.1 mi
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
