São João da BarraRJ

38.708 habitantes · IBGE 3305000

IA

Resumo socioambiental

São João da Barra apresenta saneamento básico em situação consolidada, com cobertura de água em 100,0% e coleta de esgoto também em 100,0% em 2024, ambos muito acima da mediana nacional (73,2% e 59,9%, respectivamente) e do próprio estado do Rio de Janeiro. O tratamento de esgoto, embora tenha recuado de 100% (2020-2022) para 72,4% em 2024, permanece expressivamente superior à mediana brasileira (33,3%) e à média fluminense (52,9%), posicionando o município no percentil 79 nacional. Chama atenção, contudo, a perda de água na distribuição, que atinge 53,3% em 2024 — quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e bem acima da UF (39,8%), indicando ineficiência operacional que contrasta com a boa cobertura formal do serviço.

Na gestão de resíduos sólidos, o município exibe bom desempenho social: os domicílios com destino inadequado caíram de 6,4% (2010) para 1,0% (2022), nível muito melhor que a mediana nacional (14,9%) e mesmo abaixo da média estadual (2,0%). Essa evolução positiva, porém, não se reflete nas emissões do setor de resíduos, que subiram 39,3% entre 2010 e 2024, atingindo 28.891 tCO₂e — mais de quatro vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que a melhoria na coleta não foi acompanhada de destinação com menor pegada de carbono.

O quadro mais crítico do dossiê está nas emissões totais de GEE, que saltaram de 163.660 tCO₂e (2010) para 1.969.778 tCO₂e em 2024, variação de +1.103,6%, colocando o município no percentil 95 nacional. O motor dessa trajetória é o setor de energia, cujas emissões cresceram +5.259,2% no período, impulsionadas pela ampliação da potência térmica fóssil instalada, que passou de 1.673 MW para 3.011 MW a partir de 2021 — coerente com o pico de emissões observado naquele ano (2.205.472 tCO₂e). Esse perfil energético-intensivo é atípico para o porte populacional do município (~38,7 mil habitantes) e demanda atenção específica em políticas de transição energética, já que os demais indicadores socioambientais (saneamento e resíduos domiciliares) mostram desempenho acima da média nacional.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
12.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
662.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

72.4%

2024

79

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

53.3%

2024

14
27.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

96.1%

2022

94
2.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.0%

2022

93
83.7% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

3.011 MW

Térmica (fóssil)

Potência térmica (fóssil)

ANEEL (SIGA)

3.011 MW

2024

0
80.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

0.0%

2024

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.969.778 tCO₂e

2024

5
1103.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

28.891 tCO₂e

2024

12
39.3% no período

Emissões de energia

SEEG

1.879.343 tCO₂e

2024

1
5259.2% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.