São João da LagoaMG
4.950 habitantes · IBGE 3162252
Resumo socioambiental
São João da Lagoa/MG apresenta situação satisfatória no abastecimento de água, mas fragilidade expressiva no saneamento de esgoto, com reflexos ambientais visíveis. A cobertura de água atingiu 96,2% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média de Minas Gerais (84,3%), posicionando o município no percentil 80. A perda de água é 0,0% em 2022, resultado excepcional frente à mediana nacional de 29,9% e à mineira de 35,0% (percentil 1, o melhor extremo). Esse desempenho indica gestão eficiente da rede de distribuição, embora a série histórica mostre period de plena universalização entre 2016 e 2019 (100%) seguida de leve recuo recente.
O quadro se inverte no esgotamento sanitário. Apenas 57,1% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e distante da média mineira (86,1%), colocando o município no percentil 22. Como consequência direta, o destino inadequado de dejetos atinge 41,9% dos domicílios, quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF (7,4%), no percentil 87 — um dos indicadores mais críticos do dossiê. Ainda que tenha havido melhora de 21,4% desde 2010, o ritmo é insuficiente para aproximar o município dos padrões estaduais e nacionais, e essa deficiência estrutural provavelmente contribui para a manutenção das emissões de resíduos em patamar relativamente estável, de 3.046 tCO₂e em 2024.
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 151.380 tCO₂e em 2024, com queda de 22% desde 2010, ainda que a série revele forte oscilação anual, sem tendência linear de queda. O valor está próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 53, mas é irrisório frente ao total da UF. As emissões de energia cresceram 76,6% no período, para 1.793 tCO₂e, porém permanecem muito abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo baixa escala industrial e urbana do município.
Quanto a recursos hídricos, os dados de 2016 registram ausência de cheias, mas 9 registros de seca observada, valor superior à mediana nacional (0) e no percentil 85 da UF, sinalizando vulnerabilidade à estiagem. Coerentemente, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, inferior à mediana nacional (4,0) e à média mineira (3,694), no percentil 50. Esse cenário reforça a necessidade de que os investimentos futuros priorizem tanto a ampliação do esgotamento sanitário — para reduzir o destino inadequado de dejetos e riscos à saúde pública — quanto o planejamento de segurança hídrica, dada a exposição histórica à seca.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
60.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
18.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
57.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
41.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
151.380 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.046 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.793 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
9
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
