São João d'AliançaGO
14.757 habitantes · IBGE 5220009
Resumo socioambiental
São João d'Aliança apresenta indicadores de saneamento abaixo dos padrões nacionais e estaduais, com sinais de deterioração em componentes-chave. A cobertura de água atingiu 66,7% em 2022, inferior à mediana nacional (76,5%) e muito aquém do valor de Goiás (89,1%), posicionando o município no percentil 38. Mais preocupante é o índice de perdas de água, de 39,7% em 2022 — acima da mediana nacional (29,9%) e do UF (27,8%), colocando o município no percentil 71, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação de baixa cobertura com alto desperdício indica ineficiência operacional do sistema de abastecimento, exigindo investimentos em infraestrutura de distribuição.
No manejo de resíduos sólidos, a coleta domiciliar alcançou 67,7% em 2022, com avanço de 7,1 pontos percentuais desde 2010, mas ainda distante da mediana nacional (76,9%) e do patamar estadual (89,7%). Como reflexo direto dessa lacuna, o destino inadequado de resíduos atinge 30,4% dos domicílios, taxa duas vezes superior à mediana nacional (14,9%) e quase seis vezes o valor de Goiás (5,5%), situando o município no percentil 75 — entre os piores do país. Essa relação entre baixa cobertura de coleta e alto índice de destinação inadequada é coerente com o crescimento de 89,1% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (de 3.603 para 6.811 tCO₂e), superando a mediana nacional de 6.191 tCO₂e em 2024.
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 717.810 tCO₂e em 2024, com recuo de 7,2% frente ao ano anterior, mas ainda 86 vezes acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo o peso do setor de uso da terra típico de municípios do interior goiano. Chama atenção o salto de 168,6% nas emissões de energia entre 2010 e 2024 (de 29.435 para 79.073 tCO₂e), bem acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), sinalizando expansão do consumo energético sem contrapartida clara em eficiência.
Não há registros de eventos extremos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, mas a base é limitada a esse único ano, não permitindo avaliação de tendência. Em síntese, o município enfrenta desafios estruturais simultâneos em água, resíduos e energia, com indicadores sistematicamente piores que as referências nacional e estadual, o que reforça a necessidade de priorizar investimentos em redução de perdas hídricas e ampliação da coleta e destinação adequada de resíduos como frentes de maior impacto socioambiental.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
64.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
41.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
67.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
30.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
717.810 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.811 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
79.073 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
