São João do CaririPB

4.341 habitantes · IBGE 2514008

IA

Resumo socioambiental

São João do Cariri/PB apresenta quadro crítico de saneamento básico, com destaque negativo para a cobertura de água, que despencou para 16,6% em 2024 — queda de 77,6% frente à série histórica e muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (59,5%), posicionando o município no percentil 3 do país. A coleta de esgoto, com último dado de 39,3% (2018), também está abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (55,9%), e o tratamento de esgoto é nulo (0,0%) desde ao menos 2016, enquanto a mediana nacional já alcança 33,3%. Essa ausência total de tratamento, combinada aos 30,2% de domicílios com destino inadequado de resíduos em 2022 (percentil 74, pior que a mediana nacional de 14,9%), evidencia fragilidade estrutural na gestão de efluentes e resíduos sólidos.

A perda de água na distribuição, embora tenha caído para 18,3% em 2024, ainda representa alta de 64,6% desde 2010, mas segue melhor que a mediana nacional (29,1%) e a UF (41,7%), colocando o município no percentil 20 — um dos poucos indicadores relativamente favoráveis. Já a coleta domiciliar de resíduos caiu drasticamente para 21,9% em 2022 (percentil 2, muito abaixo da mediana nacional de 76,9%), reforçando o descompasso entre a queda de investimentos em infraestrutura e o agravamento dos indicadores de saneamento ao longo da década.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 34.453 tCO₂e em 2024, com alta de 100,3% desde 2010, porém ainda inferiores à mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 14. As emissões de energia cresceram de forma acentuada (+195,2%, para 9.846 tCO₂e), refletindo possível expansão do consumo energético local, enquanto as emissões de resíduos, embora modestas (1.582 tCO₂e, percentil 7), mantêm trajetória de crescimento constante (+17,3%), compatível com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto observada.

Por fim, os registros históricos de eventos climáticos extremos (2 cheias e 17 secas em 2016) posicionam o município nos percentis 87 e 97 da Paraíba, respectivamente, indicando vulnerabilidade hidroclimática relevante. A combinação de infraestrutura sanitária deficiente, queda abrupta na cobertura de água e resíduos, e histórico de secas frequentes sugere a necessidade urgente de investimentos em saneamento e gestão hídrica para reduzir riscos socioambientais e de saúde pública no município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

16.6%

2024

3
77.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

39.3%

2018

60.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2018

Perda de água

SNIS/SINISA

18.3%

2024

80
64.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

21.9%

2022

2
64.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

30.2%

2022

26
21.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

34.453 tCO₂e

2024

86
100.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.582 tCO₂e

2024

93
17.3% no período

Emissões de energia

SEEG

9.846 tCO₂e

2024

65
195.2% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

17

2016

3
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.