São João do IvaíPR

10.700 habitantes · IBGE 4125001

IA

Resumo socioambiental

São João do Ivaí/PR apresenta situação favorável em saneamento básico, com destaque para a cobertura de água em 100,0% (2022), acima da mediana nacional (76,5%) e do próprio Paraná (96,1%), colocando o município no percentil 91. A coleta de esgoto também evoluiu de forma expressiva, saltando de 14,6% em 2011 para 93,0% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e a média estadual (89,9%). O tratamento de esgoto acompanhou essa trajetória, atingindo 66,8% em 2022 — quase o dobro da mediana brasileira (37,7%), embora ainda abaixo do patamar paranaense (78,7%). Chama atenção, porém, a leve queda no tratamento entre 2019 e 2022 (de 69,0% para 66,8%), sugerindo possível estagnação ou gargalo operacional na única ETE registrada no município (2020).

Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que subiu para 40,5% em 2022, revertendo a tendência de queda observada entre 2014 e 2021 (quando chegou a 25,8% e 30,7%, respectivamente). Esse valor está acima da mediana nacional (29,9%) e do Paraná (29,6%), indicando ineficiência crescente na rede que pode pressionar custos operacionais e comprometer os ganhos obtidos na cobertura universal de água. Já o indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares mostrou melhora consistente, caindo de 19,3% (2010) para 10,4% (2022), embora ainda distante do padrão estadual (5,6%).

No âmbito climático, as emissões totais de GEE recuaram para 105.310 tCO₂e em 2024, uma queda de 8,2% frente a 2010, situando o município abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Entretanto, as emissões de resíduos cresceram 57,7% no mesmo período, atingindo 4.923 tCO₂e — movimento coerente com o aumento populacional e a maior geração de rejeitos, ainda que a coleta de resíduos domiciliares tenha avançado para 89,3% (2022). As emissões de energia também cresceram 42,1% desde 2010, refletindo maior consumo energético local, enquanto a capacidade de geração por biomassa permanece estagnada em 4 MW desde 2012, ligeiramente abaixo da mediana nacional (5 MW).

Em síntese, o município consolidou avanços notáveis em saneamento, especialmente em água e esgoto, mas enfrenta desafios de eficiência hídrica (perdas crescentes) e de gestão de resíduos (emissões em alta), que merecem atenção prioritária dos gestores locais para sustentar os ganhos ambientais conquistados na última década.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

87.8%

2024

74
10.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

71.0%

2024

60
387.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

67.5%

2024

74
509.4% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

38.6%

2024

31
2.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.3%

2022

76
10.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.4%

2022

60
46.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

4 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

105.310 tCO₂e

2024

58
8.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.923 tCO₂e

2024

58
57.7% no período

Emissões de energia

SEEG

17.813 tCO₂e

2024

51
42.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.