São João do JaguaribeCE

5.792 habitantes · IBGE 2312502

IA

Resumo socioambiental

São João do Jaguaribe/CE apresenta quadro crítico em saneamento básico, com destaque negativo para a cobertura de água, que caiu de 84,2% em 2008 para apenas 4,6% em 2022 — variação de -94,5% e percentil 0 no ranking nacional, muito abaixo da mediana do Brasil (76,5%) e do Ceará (69,9%). Essa queda é acompanhada por perda de água elevadíssima, de 84,3% em 2022 (ante 32,7% em 2008), colocando o município no percentil 99 nacional, ou seja, entre os piores do país nesse indicador, o que sugere problemas graves de infraestrutura e gestão da rede de distribuição.

O esgotamento sanitário também é preocupante, embora os dados mais recentes disponíveis sejam de 2008: a coleta de esgoto era de 57,9%, com tratamento de apenas 30,3%, ambos abaixo das medianas nacionais de 2021/2022 (87,8% e 37,7%, respectivamente). O município conta com apenas 1 ETE (2020), no mesmo patamar da mediana nacional, mas muito distante das 260 unidades do Ceará. Essa fragilidade se reflete no Censo IBGE: a destinação inadequada de resíduos domiciliares atinge 38,4% em 2022 (percentil 84, entre os piores do país), apesar de ter melhorado desde 2010 (57,0%). A coleta de resíduos domiciliares está em 57,9%, também abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (77,1%).

Em contrapartida, o desempenho em emissões de GEE é relativamente positivo: o total caiu de 52.672 tCO₂e (2010) para 33.963 tCO₂e em 2024, redução de 35,5%, posicionando o município no percentil 13 nacional (baixas emissões relativas). As emissões de energia caíram de forma acentuada (-57,8%), refletindo possível eletrificação ou redução de queima de combustíveis. Contudo, as emissões de resíduos cresceram +13,9% no período, de 3.088 para 3.517 tCO₂e, movimento coerente com a persistente inadequação da destinação de dejetos e a baixa cobertura de coleta, indicando que o avanço em outras frentes climáticas não se estende ao setor de resíduos.

Por fim, os registros de eventos extremos de 2016 mostram exposição relevante à seca, com 22 ocorrências registradas (percentil 100 no Ceará), e ao menos 1 registro de cheia (percentil 76), evidenciando vulnerabilidade hídrica que se soma à crise de abastecimento de água. O conjunto dos indicadores aponta para a urgência de investimentos estruturais em captação, redução de perdas e ampliação do tratamento de esgoto e destinação de resíduos, dado que os problemas de infraestrutura hídrica parecem interligados aos eventos climáticos extremos já registrados no município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

2.5%

2024

1
47.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

57.9%

2008

41.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

30.3%

2008

42.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

75.3%

2024

4
10.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

57.9%

2022

23
34.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

38.4%

2022

16
32.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

33.963 tCO₂e

2024

87
35.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.517 tCO₂e

2024

70
13.9% no período

Emissões de energia

SEEG

2.870 tCO₂e

2024

89
57.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

22

2016

0
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.