São João do ManteninhaMG

5.468 habitantes · IBGE 3162575

IA

Resumo socioambiental

São João do Manteninha/MG apresenta quadro misto em saneamento básico, com avanços expressivos no acesso à água e ao esgotamento sanitário, mas lacuna crítica no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), colocando o município no percentil 100. A coleta de esgoto também chegou a 100,0% em 2021, superando a mediana do país (87,8%) e de Minas Gerais (85,0%). Contudo, o tratamento de esgoto é 0,0% desde 2009, muito abaixo da mediana nacional (37,7%) e estadual (44,5%), no percentil 25 — ou seja, o município coleta praticamente todo o esgoto, mas não trata nada, descartando o efluente in natura no ambiente.

A perda de água na distribuição chegou a 39,1% em 2022, pior que a mediana nacional (29,9%) e a média mineira (35,0%), posicionando o município no percentil 69 (quanto maior, pior o desempenho relativo). Apesar da leve queda de 1,3% frente ao ano anterior, a série histórica é bastante instável, com picos de até 85,9% em 2011, indicando fragilidade na gestão operacional do sistema de abastecimento. Já os indicadores domiciliares do Censo mostram evolução positiva: a coleta de resíduos alcançou 92,7% dos domicílios em 2022 (ante 80,7% em 2010), e o destino inadequado de resíduos caiu para 6,7%, abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima da média mineira (7,4%).

No âmbito climático, as emissões totais de GEE caíram 40,7% entre 2010 e 2024, fechando em 40.370 tCO₂e, bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 16. Entretanto, as emissões de resíduos cresceram 40,1% no período, atingindo 2.940 tCO₂e em 2024 — tendência coerente com a ausência de tratamento de esgoto e reforça a necessidade de investimentos nesse setor. As emissões de energia também subiram 18,8%, para 4.667 tCO₂e, ambas ainda abaixo das medianas nacionais, mas em trajetória de alta que merece monitoramento.

Por fim, o índice de segurança hídrica registrado (2,000, projeção para 2035) é significativamente inferior à mediana nacional (4,000) e à média mineira (3,694), situando o município no percentil 14 — um sinal de alerta para a resiliência hídrica futura. Os registros históricos de cheia (1 ocorrência em 2016) ficaram acima da mediana nacional (0), enquanto não há registros de seca no mesmo ano. Em síntese, o município avançou consideravelmente na universalização do acesso a água e esgoto, mas a ausência total de tratamento de esgoto, associada ao crescimento das emissões de resíduos e ao baixo índice de segurança hídrica, aponta para prioridades claras de investimento em infraestrutura de tratamento e planejamento hídrico de longo prazo.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2022

100
26.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2021

100
22.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

25

Perda de água

SNIS/SINISA

39.1%

2022

31
1.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

92.7%

2022

84
14.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.7%

2022

69
65.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

40.370 tCO₂e

2024

84
40.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.940 tCO₂e

2024

76
40.1% no período

Emissões de energia

SEEG

4.667 tCO₂e

2024

80
18.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.