São João do OesteSC

6.446 habitantes · IBGE 4216255

IA

Resumo socioambiental

São João do Oeste apresenta um quadro socioambiental misto, com avanço expressivo no abastecimento de água, mas fragilidade grave no saneamento de esgoto. A cobertura de água saltou de 70,0% em 2021 para 99,9% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e ficando acima do percentil 89. Em contrapartida, a coleta de esgoto permanece estagnada em 0,9% desde 2009 (último dado disponível), muito distante da mediana nacional de 87,8%, e o tratamento de esgoto é de apenas 0,5%, também defasado e bem abaixo dos 37,7% nacionais. Essa lacuna de dados desde 2009 já é, em si, um sinal de alerta sobre a gestão do saneamento no município, que carece de atualização e investimento.

A perda de água na distribuição, de 29,8% em 2022, está no percentil 50 nacional, mas representa desperdício relevante em um sistema que passou por forte expansão recente — o que pode indicar fragilidades na rede associadas à rápida universalização do abastecimento. Já os indicadores censitários de coleta domiciliar de resíduos (54,7% em 2022) e destino inadequado (21,1%) mostram melhora histórica considerável (o destino inadequado caiu de 47,4% em 2010), porém o município ainda está aquém da mediana nacional em coleta (76,9%) e acima na inadequação de destino (mediana de 14,9%), no percentil 62 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros nesse quesito.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram para 137.619 tCO₂e em 2024, uma redução de 13,7% frente a 2010, ficando próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 50). As emissões de energia também recuaram 27,4% no período, situando-se abaixo da mediana nacional (percentil 37). Entretanto, as emissões de resíduos seguem em trajetória ascendente, com alta de 64,8% desde 2010 e percentil 65 — um crescimento coerente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e a gestão ainda incompleta de resíduos sólidos, sugerindo que os ganhos ambientais em outras frentes são parcialmente neutralizados por esse componente.

Quanto a riscos hídricos, não há registros de cheias em 2016, mas há 5 registros de seca observada no mesmo ano, com percentil 76 (mais frequente que a maioria dos municípios brasileiros). O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da média estadual (3,702), indicando vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento e gestão hídrica, especialmente diante do gargalo já identificado no esgotamento sanitário.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

70.8%

2024

47
18.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

0.9%

2009

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.5%

2009

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

29.0%

2024

50
1014.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

54.7%

2022

19
4.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.1%

2022

38
55.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

137.619 tCO₂e

2024

50
13.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.149 tCO₂e

2024

37
64.8% no período

Emissões de energia

SEEG

10.416 tCO₂e

2024

63
27.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.