São João do ParaísoMG
24.604 habitantes · IBGE 3162708
Resumo socioambiental
São João do Paraíso/MG apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com indicadores consistentemente abaixo dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu apenas 39,3% em 2022, resultado de uma queda de -24,3% desde 2008, posicionando o município no percentil 11 nacional — muito distante da mediana brasileira de 76,5% e do desempenho mineiro de 84,3%. A coleta de esgoto, embora tenha crescido significativamente (+106,5% desde 2008), alcançou 60,1% em 2021, ainda abaixo da mediana nacional (87,8%) e da média de MG (85,0%). O tratamento de esgoto, por sua vez, evoluiu de forma expressiva (+799,1%), chegando a 40,6% em 2022, superando a mediana nacional (37,7%) e situando o município próximo à média estadual (44,5%), com percentil 52 — um ponto positivo em contraste com os demais indicadores de saneamento.
A situação de destinação de resíduos domiciliares merece atenção: 36,5% dos domicílios ainda têm destino inadequado em 2022, apesar da melhora de -19,1% desde 2010. Esse percentual é expressivamente superior à mediana nacional (14,9%) e à média mineira (7,4%), colocando o município no percentil 82 — entre os piores do país neste quesito. Essa deficiência estrutural em coleta e destinação adequada de resíduos se relaciona diretamente ao aumento das emissões de resíduos, que atingiram 8.555 tCO₂e em 2024 (+38,6% desde 2010), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 61.
No âmbito climático, as emissões totais de GEE do município somaram 653.271 tCO₂e em 2024, com alta de +58,0% em relação a 2010, situando São João do Paraíso no percentil 85 nacional — um patamar elevado comparado à mediana do país (138.513 tCO₂e). O crescimento acelerado das emissões de energia (+157,0%, atingindo 41.698 tCO₂e em 2024) chama atenção e sugere maior dependência de fontes não renováveis, já que a capacidade instalada em biomassa (2 MW) permanece estagnada desde 2010 e está abaixo da mediana nacional (5 MW).
Do ponto de vista hídrico, a perda de água no sistema de abastecimento recuou para 19,6% em 2022 (-24,5% desde 2008), desempenho relativamente positivo, abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média mineira (35,0%), no percentil 23. Contudo, os registros históricos de eventos extremos — 13 ocorrências de seca e 1 de cheia em 2016 — no percentil 92 e 76, respectivamente, indicam vulnerabilidade climática relevante que, combinada à baixa cobertura de água e às deficiências no manejo de resíduos, reforça a necessidade de investimentos prioritários em infraestrutura de saneamento e resiliência hídrica no município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
67.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
25.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
31.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
13.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
62.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
36.5%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
860 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
653.271 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.555 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
41.698 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
13
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
