São João do PiauíPI

22.036 habitantes · IBGE 2210003

IA

Resumo socioambiental

São João do Piauí apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços em saneamento básico mas fragilidades estruturais importantes. A cobertura de água atingiu 77,4% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da UF (73,0%), posicionando o município no percentil 51 — um ganho expressivo de +31,3 pontos desde 2008, embora tenha recuado frente ao pico de 92,7% em 2020. Já a perda de água é um problema crítico: 61,9% em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e acima da própria UF (46,4%), colocando o município no percentil 93 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, indicando ineficiência operacional que compromete o esforço de ampliação da cobertura.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê: apesar da coleta de esgoto ter alcançado 96,8% em 2016 (acima da mediana nacional de 87,8% e muito superior à UF, 43,5%), o tratamento de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2015. Isso significa que todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento, um risco direto à saúde pública e aos corpos hídricos, especialmente relevante dado o histórico de seca observada (13 registros em 2016, percentil 92 nacional) que agrava a pressão sobre recursos hídricos escassos. Quanto a resíduos sólidos domiciliares, a coleta atingiu 75,9% em 2022 (variação +15,2%), próxima à mediana nacional (76,9%), mas o destino inadequado ainda afeta 22,6% dos domicílios — acima da mediana nacional (14,9%), embora com melhora considerável desde 2010 (34,1%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 284.601 tCO₂e em 2024, um aumento de +542,5% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 69. As emissões de resíduos cresceram de forma consistente (+71,7% desde 2010, atingindo 13.372 tCO₂e), refletindo o crescimento da geração sem tratamento adequado, enquanto as emissões de energia também subiram 60,5% no período, para 34.456 tCO₂e. Esse quadro de aumento de emissões contrasta com o avanço expressivo em energia solar, com potência instalada de 216 MW em 2024 (percentil 95 nacional), mantida estável desde 2020 após salto de 30 MW em 2019 — um ativo relevante para mitigação futura, mas ainda insuficiente para conter a trajetória de alta nas emissões municipais.

Em síntese, o município avançou em cobertura de água e infraestrutura solar, mas enfrenta desafios estruturais graves: ausência total de tratamento de esgoto, perdas de água muito acima do padrão nacional e emissões de GEE em trajetória de crescimento acentuado. A combinação de zero tratamento de esgoto com alta incidência de seca reforça a urgência de investimentos em saneamento e gestão hídrica como prioridade para a gestão local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

60.0%

2023

6.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

96.8%

2016

0.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2016

Perda de água

SNIS/SINISA

64.3%

2023

34.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

75.9%

2022

48
15.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

22.6%

2022

36
33.8% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

216 MW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

216 MW

2024

95
620.2% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

216 MW

2024

95
620.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

284.601 tCO₂e

2024

31
542.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.372 tCO₂e

2024

26
71.7% no período

Emissões de energia

SEEG

34.456 tCO₂e

2024

38
60.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

13

2016

8
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.