São João do Rio do PeixePB
18.468 habitantes · IBGE 2500700
Resumo socioambiental
São João do Rio do Peixe apresenta déficit estrutural em saneamento básico, com indicadores abaixo da mediana nacional e da própria Paraíba. A cobertura de água atingiu 54,4% em 2022, ainda distante da mediana nacional (76,5%) e da UF (77,2%), posicionando o município no percentil 24. A perda de água, por sua vez, chegou a 44,8% em 2022 — bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (37,3%), colocando o município no percentil 78 (pior perfil), o que indica ineficiência operacional relevante mesmo diante da baixa cobertura já existente.
O quadro de esgotamento sanitário é preocupante: a coleta caiu de 100% (2016-2018) para 66,0% em 2021, uma retração de 34 pontos percentuais, e o tratamento, embora tenha saído de 0% para 21,5% no mesmo período, permanece abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (42,7%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), igual à mediana nacional, mas insuficiente frente à demanda. Esse déficit se reflete nos dados censitários: o destino inadequado de resíduos domiciliares atinge 33,6% dos domicílios (2022), mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), situando o município no percentil 79 — coerente com o crescimento de +26,9% nas emissões de resíduos (SEEG) entre 2010 e 2024, atingindo 7.582 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
Em termos climáticos, as emissões totais de GEE caíram -22,8% entre 2010 e 2024, fechando em 106.702 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com percentil 42. Contudo, essa redução recente contrasta com o aumento das emissões de energia (+19,0%) e de resíduos, sinalizando que a queda geral decorre principalmente de outros setores (provavelmente mudança de uso da terra), e não de ganhos de eficiência ampla. A infraestrutura solar instalada (69 MW, estável desde 2022) posiciona o município no percentil 88 nacional, um ativo relevante para transição energética, mas que ainda não compensou o aumento das emissões do setor de energia.
Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos em 2016 — 1 registro de cheia e 16 de seca — colocam o município em percentis elevados (76 e 96, respectivamente) frente ao cenário nacional, reforçando a vulnerabilidade climática. Combinados com a baixa cobertura de água e alta perda no sistema, esses eventos sugerem necessidade prioritária de investimento em resiliência hídrica e em ampliação do tratamento de esgoto, de modo a reverter a trajetória de retrocesso observada desde 2018.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
35.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
66.0%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
21.5%
2021
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
41.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
64.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
33.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
69 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
69 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
69 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
106.702 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.582 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
18.254 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
16
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
