São João do SabugiRN
6.130 habitantes · IBGE 2412104
Resumo socioambiental
São João do Sabugi/RN apresenta em 2022 cobertura de água de 92,2%, patamar acima da mediana nacional (76,5%) e do estado (79,8%), posicionando o município no percentil 74. No entanto, a série mostra queda em relação aos anos de 2018 a 2021, quando a cobertura atingiu 100,0%, sugerindo alguma deterioração recente na universalização do abastecimento. Já a perda de água segue elevada, em 47,6% (2022), acima da mediana nacional (29,9%) e similar ao patamar estadual (46,1%), colocando o município no percentil 82 — ou seja, entre os piores do país nesse indicador, o que indica ineficiência operacional relevante mesmo com boa cobertura formal.
No saneamento de esgoto, o quadro é mais preocupante: a coleta está em 60,9% (2021), abaixo da mediana nacional (87,8%), embora superior à média do RN (42,3%). O tratamento de esgoto, por sua vez, é de apenas 32,3% (2022), próximo à mediana nacional (37,7%) e ao estado (34,3%), com leve recuperação (+3,0%) após anos de estagnação. Essa lacuna entre coleta e tratamento — mais de dois terços do esgoto coletado não é tratado adequadamente — ajuda a explicar por que as emissões de resíduos têm crescido de forma consistente, atingindo 4.029 tCO₂e em 2024 (+42,9% desde 2010), mesmo estando abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
Do lado dos domicílios, o destino inadequado de resíduos caiu para 10,7% em 2022 (-35,1% desde 2010), aproximando-se da média nacional (14,9%), embora ainda superior ao índice estadual (9,3%). As emissões totais de GEE somaram 44.404 tCO₂e em 2024, com queda de 12,7% desde 2010, mas trajetória bastante instável — pico de 76.773 tCO₂e em 2023 seguido de forte recuo. Chama atenção o crescimento acentuado das emissões de energia, que mais que dobraram (+101,8%) no último ano disponível, contrastando com a relativa estabilidade das emissões de resíduos e sugerindo mudança no perfil de consumo energético local.
Em eventos climáticos, o município registrou 8 ocorrências de seca em 2016 (ANA), colocando-o no percentil 83 nacional, indicativo de vulnerabilidade hídrica típica do semiárido potiguar — o que reforça a importância de reduzir as perdas de água na rede e ampliar o tratamento de esgoto como medidas prioritárias para a resiliência socioambiental do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
85.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
29.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
33.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
51.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
81.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
10.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
44.404 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.029 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.872 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
8
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
