São João do TigrePB
4.363 habitantes · IBGE 2514107
Resumo socioambiental
São João do Tigre/PB apresenta quadro de saneamento crítico e defasado. A cobertura de água era de apenas 34,2% em 2012, bem abaixo da mediana nacional de 2024 (73,2%) e da média estadual (59,5%), sem atualização de dados há mais de uma década. A situação se agrava quando observado o Censo IBGE: os domicílios com coleta de esgoto caíram de 44,2% (2010) para 23,9% (2022), uma retração de 46%, enquanto o destino inadequado de resíduos domiciliares atinge 52,2% dos domicílios em 2022 — patamar que coloca o município no percentil 94 nacional, ou seja, entre os piores do país nesse quesito, e muito acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%). O tratamento de esgoto, de apenas 10,0% (2012), também é inferior à mediana nacional (33,3%) e à média da Paraíba (47,7%), evidenciando um sistema de saneamento incompleto mesmo onde há coleta.
Em termos de emissões de GEE, o município apresenta volumes reduzidos em comparação ao Brasil: 55.977 tCO₂e em 2024, no percentil 24 nacional, com forte oscilação ao longo da série (pico de 127.601 tCO₂e em 2018) provavelmente associado a mudanças no uso da terra. As emissões de resíduos, embora pequenas em termos absolutos (1.792 tCO₂e, percentil 9), cresceram 31% desde 2010, movimento coerente com a piora simultânea da coleta domiciliar de esgoto e o aumento do destino inadequado de resíduos — sinalizando que a deficiência na infraestrutura sanitária pode estar pressionando as emissões do setor. As emissões de energia mais que dobraram no período (+124,7%), embora permaneçam marginais frente ao cenário nacional (percentil 5).
O município também está exposto a eventos hidrológicos extremos: os registros de seca (16 ocorrências em 2016) e de cheia (4 ocorrências) posicionam São João do Tigre no percentil 96 nacional, indicando vulnerabilidade climática elevada, compatível com a região semiárida paraibana. Essa exposição, combinada à baixa cobertura de água e à ausência de atualização dos indicadores de saneamento desde 2012, aponta para uma lacuna significativa de monitoramento e investimento. A convergência entre infraestrutura sanitária precária, retrocesso na coleta domiciliar e alta vulnerabilidade a secas exige atenção prioritária dos gestores locais e estaduais, especialmente diante da defasagem de dados que dificulta o acompanhamento de políticas públicas recentes.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
34.2%
2012
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
65.6%
2012
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
10.0%
2012
Perda de água
SNIS/SINISA
33.3%
2012
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
23.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
52.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
55.977 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.792 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.618 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
16
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
