São João dos PatosMA
25.891 habitantes · IBGE 2111102
Resumo socioambiental
São João dos Patos/MA apresenta, em 2022, cobertura de água de 86,0%, acima da mediana nacional (76,5%) e do estado (59,6%), posicionando o município no percentil 64. Houve avanço expressivo desde 2008 (+33,3%), com estabilização acima de 80% na última década. Contudo, esse resultado é comprometido pela perda de água de 57,0%, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e próxima ao patamar estadual (56,3%), colocando o município no percentil 90 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Isso indica ineficiência operacional significativa no sistema de abastecimento, que reduz o benefício real da boa cobertura.
No saneamento, a coleta de resíduos domiciliares atinge 76,3% em 2022, praticamente equivalente à mediana nacional (76,9%) e superior à média estadual (65,5%), com evolução positiva de 20,9 pontos desde 2010. O destino inadequado de resíduos, porém, ainda afeta 21,7% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%), embora tenha caído substancialmente (-41,1%) na última década — sinal de melhoria estrutural ainda incompleta. Essa lacuna se reflete nas emissões de resíduos, que somaram 13.996 tCO₂e em 2024, mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), com crescimento contínuo de 71,5% desde 2010, evidenciando que o avanço na coleta não foi acompanhado de destinação final adequada.
O quadro de emissões totais é o ponto mais crítico do dossiê: o município emitiu 1.115.942 tCO₂e em 2024, valor extremamente elevado frente à mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando-o no percentil 91. A série mostra oscilações fortes, com pico em 2020 (1,43 milhão tCO₂e) e nova alta em 2023-2024, sugerindo forte dependência de fontes emissoras variáveis, possivelmente ligadas a mudanças de uso da terra. As emissões de energia também cresceram de forma acentuada (+160% desde 2010), atingindo 63.129 tCO₂e em 2024, mais de três vezes a mediana nacional, indicando pressão crescente do setor energético sobre o balanço de carbono local.
Em relação a eventos hidrológicos, o município registrou 3 ocorrências de seca em 2016, acima da mediana nacional (0), e nenhum registro de cheia no mesmo ano. A potência hidráulica instalada de 119 MW permanece estável desde 2010, valor superior à mediana nacional (10 MW), mas sem crescimento recente que acompanhe a demanda energética crescente refletida nas emissões do setor. Em síntese, o município avançou em cobertura de água e coleta de resíduos, mas enfrenta desafios estruturais relevantes em perdas hídricas, destinação final de resíduos e controle de emissões, que merecem atenção prioritária da gestão local.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
86.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
52.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
76.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
21.7%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
119 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
119 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.115.942 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
13.996 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
63.129 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
