São JoãoPE

24.772 habitantes · IBGE 2613206

IA

Resumo socioambiental

São João/PE apresenta quadro crítico de saneamento básico, com destaque negativo para o esgotamento sanitário: a coleta de esgoto está em apenas 3,2% (2021), muito abaixo da mediana nacional de 87,8% e mesmo da média estadual de 47,4%, posicionando o município no percentil 3 do país. O tratamento de esgoto também é praticamente inexistente, com 1,6% em 2022, em leve queda frente aos 1,8% de 2021, contra mediana nacional de 37,7%. Esse cenário se reflete nos dados censitários: apenas 46,6% dos domicílios têm coleta adequada (2022), e 39,9% têm destino inadequado de dejetos, colocando o município no percentil 85 (pior situação) nacionalmente para esse indicador.

O abastecimento de água mostra evolução mais favorável, saltando de 45,3% em 2008 para 73,0% em 2022, variação de +61,1% no período. Ainda assim, o índice permanece abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da média estadual (86,7%). Preocupa a perda de água na distribuição, que atingiu 46,0% em 2022, superior tanto à mediana do Brasil (29,9%) quanto à média de Pernambuco (43,5%), indicando ineficiência operacional que compromete o ganho de cobertura obtido ao longo dos anos.

Do ponto de vista climático, as emissões de GEE totalizaram 130.541 tCO₂e em 2024, com alta de 26,8% desde 2010, próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). O componente mais alarmante é o de resíduos, que somou 19.925 tCO₂e (2024), com crescimento de 62,6% na série histórica, posicionando o município no percentil 83 — coerente com a baixíssima cobertura de coleta e tratamento de esgoto, que agrava a geração de emissões por decomposição inadequada de efluentes e resíduos. Já as emissões de energia recuaram 6,5%, para 14.979 tCO₂e, abaixo da mediana nacional.

Em síntese, o município evoluiu no acesso à água, mas enfrenta déficit estrutural grave em esgotamento sanitário, com reflexos diretos no aumento das emissões de resíduos e na piora dos indicadores domiciliares de destinação de dejetos. A convergência entre baixa cobertura de esgoto, alta perda de água e crescimento das emissões de resíduos sugere que investimentos prioritários em infraestrutura de saneamento trariam ganhos simultâneos ambientais e de saúde pública para a população local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

60.8%

2024

33
24.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

1.2%

2024

1
62.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

1.5%

2024

26
15.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

41.2%

2024

26
25.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

46.6%

2022

12
3.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

39.9%

2022

15
23.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

130.541 tCO₂e

2024

52
26.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

19.925 tCO₂e

2024

17
62.6% no período

Emissões de energia

SEEG

14.979 tCO₂e

2024

55
6.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.