São JoãoPR

12.230 habitantes · IBGE 4124806

IA

Resumo socioambiental

São João/PR apresenta um quadro de saneamento intermediário, com sinais recentes de retrocesso após um período de forte avanço. A cobertura de água atingiu 70,6% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante do patamar do Paraná (89,5%), situando o município no percentil 46. Chama atenção a trajetória: o indicador chegou a 92,8% em 2021, mas recuou para 64,9% em 2023 antes de subir novamente, movimento acompanhado pelo salto da perda de água, que passou de 14,7% (2020) para 23,2% em 2024 — alta de mais de 100% na década, embora ainda abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (29,0%). Essa combinação sugere problemas operacionais ou de manutenção na rede que merecem investigação técnica.

O saneamento de esgoto revela descompasso entre coleta e tratamento. A coleta está em 48,9% (2024), abaixo da mediana nacional (59,9%) e bem distante do Paraná (82,9%), também com queda acentuada frente ao pico de 86,9% em 2021. Já o tratamento, em 64,5%, supera a mediana nacional (33,3%) e coloca o município no percentil 72, embora ainda fique aquém do Paraná (78,8%). O município opera apenas 1 ETE (2020), no mesmo patamar da mediana nacional, mas muito aquém da capacidade estadual (279 unidades). Pelo Censo, 19,2% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos em 2022 — pior que a mediana nacional (14,9%) e que a UF (5,6%), embora represente melhora expressiva frente aos 33,4% de 2010.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 191.186 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com percentil 59. O destaque negativo é o setor de energia, que cresceu 369% desde 2010, atingindo 98.719 tCO₂e e percentil 81 — crescimento muito superior à mediana nacional (18.929 tCO₂e). As emissões de resíduos também avançaram 43,1% na década, para 9.254 tCO₂e (percentil 64), tendência coerente com a baixa cobertura de coleta de esgoto e o déficit de tratamento adequado de dejetos domiciliares, que pressionam tanto a saúde ambiental quanto o balanço de emissões municipal.

Do ponto de vista hidrológico, o município registrou 4 ocorrências de cheia e 3 de seca em 2016, com percentis 96 e 68 respectivamente, indicando exposição a eventos extremos relativamente maior que a mediana nacional (zero registros), embora inferior ao total acumulado do Paraná. Em conjunto, os dados apontam para a necessidade de priorizar a recuperação da rede de água (reduzindo perdas), a ampliação da coleta de esgoto e o monitoramento das emissões de energia, que crescem em ritmo desproporcional aos demais indicadores municipais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

70.6%

2024

46
35.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

48.9%

2024

40
3.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

64.5%

2024

72
26.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.2%

2024

67
104.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

67.9%

2022

36
2.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

19.2%

2022

42
42.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

15 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

15 MW

2024

59
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

191.186 tCO₂e

2024

41
31.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.254 tCO₂e

2024

36
43.1% no período

Emissões de energia

SEEG

98.719 tCO₂e

2024

19
369.0% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.