São Joaquim da BarraSP
49.815 habitantes · IBGE 3549409
Resumo socioambiental
São Joaquim da Barra apresenta infraestrutura de saneamento consolidada e acima dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 99,0% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (95,2%), enquanto a coleta de esgoto chegou a 100,0% em 2021 (mediana nacional de 87,8%, percentil 100). O avanço mais expressivo, porém, está no tratamento de esgoto: de 0% até 2020, o município saltou para 98,9% em 2022, resultado de investimento em estação de tratamento que colocou a cidade no percentil 90 nacional, muito acima da mediana do país (37,7%) e do estado (69,6%). Esse salto qualitativo em tratamento coexiste com um problema estrutural relevante: a perda de água na distribuição, que soma 57,7% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%), indicando ineficiência operacional que merece atenção prioritária da gestão local, especialmente considerando a oscilação abrupta da série (de 2,4% em 2017 para 57,9% em 2021), o que sugere possível inconsistência de medição ou mudança operacional a ser investigada.
Na gestão de resíduos sólidos, o município mantém desempenho superior à média nacional: 97,0% dos domicílios com coleta em 2022 (percentil 96) e apenas 0,9% com destino inadequado, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e próximo à média paulista (1,0%). Contudo, as emissões de GEE por resíduos cresceram +17,9% entre 2010 e 2024, atingindo 25.960 tCO₂e, patamar quatro vezes superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), sinalizando que a boa cobertura de coleta não impede o aumento da geração de gases por decomposição de resíduos, provavelmente pelo crescimento do volume gerado.
O perfil energético-emissivo do município é dominado pelo setor de energia, com 193.443 tCO₂e em 2024 (+12,8% desde 2010), refletindo forte presença industrial e agroindustrial, coerente com a expressiva capacidade instalada de biomassa (154 MW, percentil 97) e hidráulica (28 MW). As emissões totais de GEE, embora tenham recuado -7,6% no acumulado do período (317.207 tCO₂e em 2024), estão acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 71. Chama atenção a defasagem na expansão solar, estagnada em 4 MW desde 2010, aquém do potencial dado o perfil energético do município, sugerindo espaço para diversificação da matriz renovável.
Do ponto de vista fiscal, o investimento público informado ao PNCP soma R$ 11,2 milhões em 2026, valor superior à mediana nacional (R$ 3,1 milhões, percentil 74), mas ainda distante da média estadual (R$ 244,9 milhões). Não há indicação de novos aportes destinados à redução das perdas de água ou à ampliação da geração solar, dois pontos que, combinados, representam as principais lacunas do panorama socioambiental do município diante de um cenário geral de infraestrutura sanitária e de energia limpa bastante avançado em relação ao Brasil.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
98.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
98.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
85.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
61.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
97.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
186 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
4 MW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
28 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
4 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
317.207 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
25.960 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
193.443 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 11.2 mi
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
