São JoaquimSC
26.852 habitantes · IBGE 4216503
Resumo socioambiental
São Joaquim/SC apresenta um saneamento básico ainda aquém do padrão nacional em cobertura de rede, embora com trajetória de melhora consistente. A cobertura de água atingiu 84,7% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e no percentil 63, mas abaixo do patamar catarinense (90,1%). Já a coleta de esgoto, com 45,9% em 2021, fica bem abaixo da mediana do país (87,8%), embora supere ligeiramente a média de Santa Catarina (43,6%) — situação que reflete um problema estrutural do saneamento estadual, não apenas municipal. O tratamento de esgoto (35,6% em 2022) está próximo da mediana nacional (37,7%) e da UF (39,7%), mas chama atenção a queda desde o pico de 43,6% em 2016, sugerindo estagnação ou perda de eficiência mesmo com a única ETE do município operando desde 2020.
A perda de água na distribuição, embora tenha recuado significativamente (de 46,2% em 2008 para 33,4% em 2022, redução de 27,8%), ainda supera a mediana nacional (29,9%), indicando ineficiência operacional que pressiona custos e disponibilidade hídrica. Por outro lado, os indicadores domiciliares do Censo mostram avanço expressivo na destinação de resíduos: o destino inadequado caiu de 23,2% (2010) para 3,7% (2022), ficando próximo do patamar catarinense (3,2%) e bem melhor que a mediana nacional (14,9%). Contraditoriamente, a coleta domiciliar de lixo recuou de 76,8% para 72,0% no mesmo período, ficando abaixo da mediana do país (76,9%) — um descompasso que merece investigação, já que menos coleta não deveria coexistir com menos destinação inadequada.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 314.513 tCO₂e em 2024, com queda de 24,7% desde 2010, mas ainda no percentil 71 nacional, refletindo o peso relativo do município mesmo com recuo frente ao pico de 866.505 tCO₂e em 2022. As emissões de energia cresceram 62% no período (para 77.086 tCO₂e) e as de resíduos avançaram 31,3% (para 15.127 tCO₂e), ambas no percentil 77 nacional — este último aumento é coerente com a estagnação do tratamento de esgoto e reforça a necessidade de ampliar a capacidade de tratamento para conter emissões associadas ao saneamento.
Em síntese, São Joaquim avançou de forma notável na universalização da água e na redução do destino inadequado de resíduos sólidos, mas mantém déficits estruturais em coleta e tratamento de esgoto, perdas hídricas acima da média nacional e emissões de energia e resíduos em trajetória de alta. A recomendação prioritária é investir na ampliação da rede coletora de esgoto e no reforço da ETE existente, com potencial de reduzir simultaneamente passivos ambientais e emissões associadas ao setor de resíduos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
72.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
36.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
39.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
34.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
72.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.7%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
8 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
8 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
314.513 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
15.127 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
77.086 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
