São Jorge do PatrocínioPR
6.659 habitantes · IBGE 4125357
Resumo socioambiental
São Jorge do Patrocínio/PR apresenta quadro saneamento-emissões com fragilidades relevantes. A cobertura de água atingiu 76,2% em 2024, abaixo dos 100% mantidos entre 2018 e 2021, refletindo queda abrupta em 2023 (59,1%) e recuperação parcial — ainda assim, o município supera a mediana nacional (73,2%) e ocupa o percentil 55, embora fique distante da média paranaense (89,5%). A perda de água na distribuição, de 23,6% em 2024, cresceu 28% desde 2010, mas permanece melhor que a mediana nacional (29,1%) e a média do Paraná (29,0%), indicando ineficiência operacional crescente que merece atenção antes de se tornar estrutural.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico: a coleta atinge apenas 53,1% e o tratamento cobre somente 4,9% dos efluentes em 2024, ambos abaixo das medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente) e muito distantes dos patamares paranaenses (82,9% e 78,8%). Essa lacuna de tratamento é coerente com o indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, que soma 16,3% dos domicílios em 2022 — acima da mediana nacional (14,9%) e quase três vezes a média do estado (5,6%), apesar da melhora de 27,6% desde 2010. A combinação de baixo tratamento de esgoto com destinação inadequada de resíduos sinaliza risco sanitário e ambiental persistente, especialmente para corpos d'água locais.
No campo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 198.960 tCO₂e em 2024, alta de 148,2% em relação a 2010 e acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 60 — ou seja, entre os que mais emitem proporcionalmente no comparativo nacional, ainda que muito distante da escala estadual. Em contrapartida, as emissões de resíduos caíram 9,8% desde 2010, para 4.742 tCO₂e, ficando abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que sugere que o crescimento das emissões totais é impulsionado por outros setores (provavelmente agropecuária ou mudança de uso da terra, não detalhados aqui), e não pela gestão de resíduos.
Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias em 2016, mas há 3 registros de seca observada no mesmo ano, acima da mediana nacional (0) e compatível com o percentil 68, indicando maior propensão a estiagens do que a inundações. Diante desse cenário, prioridades de gestão incluem a recuperação da estabilidade no fornecimento de água, o avanço urgente no tratamento de esgoto — hoje muito incipiente — e o monitoramento das emissões totais, cujo crescimento recente contrasta com a trajetória de queda observada no setor de resíduos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
76.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
53.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
4.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
23.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
82.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
16.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
198.960 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.742 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.595 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
