São Jorge d'OestePR

9.550 habitantes · IBGE 4125209

IA

Resumo socioambiental

São Jorge d'Oeste apresenta avanços relevantes em saneamento, mas ainda mantém lacunas estruturais frente ao padrão paranaense. A cobertura de água atingiu 83,7% em 2022, com crescimento acumulado de 31,6% desde 2008, superando a mediana nacional (76,5%) e posicionando o município no percentil 61. Ainda assim, o índice fica distante dos 96,1% registrados no Paraná. A perda de água, por sua vez, chegou a 30,7% em 2022, praticamente estável na série histórica e ligeiramente acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,6%), indicando que parte do esforço de ampliação da cobertura convive com ineficiência na distribuição que ainda não foi equacionada.

No manejo de resíduos sólidos, a coleta domiciliar estagnou em 70,8% em 2022 (ante 70,4% em 2010), abaixo da mediana nacional (76,9%) e distante do patamar estadual (90,0%), refletindo baixo investimento na expansão do serviço. Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos caiu de forma expressiva, de 29,6% para 16,5% (-44,3%), embora ainda supere levemente a mediana nacional (14,9%) e esteja muito acima do Paraná (5,6%). Essa combinação — coleta estagnada e destinação ainda imperfeita — ajuda a explicar o aumento de 24,0% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, que atingiram 8.153 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No balanço geral de emissões de GEE, o município mostrou trajetória positiva, com queda de 26,5% entre 2010 e 2024, chegando a 134.920 tCO₂e, valor próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e). Contudo, as emissões de energia cresceram 65,6% no período, alcançando 24.568 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), evidenciando que a redução do total é puxada por outros setores, não pela matriz energética local. A capacidade hidráulica instalada permanece estagnada em 4 MW desde 2017, abaixo da mediana nacional (10 MW), sugerindo baixa diversificação em geração renovável local.

Quanto a eventos hidrológicos, o único registro disponível (2016) aponta ausência de cheias, mas 4 registros de seca, valor bem abaixo da média estadual (338), embora acima da mediana nacional (0), no percentil 72. A escassez de dados mais recentes limita uma leitura atualizada do risco hídrico, o que recomenda atenção dos gestores ao monitoramento contínuo, especialmente diante da perda de água ainda elevada no sistema de abastecimento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

67.3%

2024

42
20.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.9%

2024

53
0.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.8%

2022

40
0.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.5%

2022

47
44.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

4 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

4 MW

2024

39
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

134.920 tCO₂e

2024

51
26.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.153 tCO₂e

2024

40
24.0% no período

Emissões de energia

SEEG

24.568 tCO₂e

2024

45
65.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.