São José da Boa VistaPR

6.060 habitantes · IBGE 4125407

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Resumo socioambiental

São José da Boa Vista/PR apresenta um quadro socioambiental misto, com destaque positivo para a redução das emissões totais de GEE, que caíram de 110.814 tCO₂e (2023) para 79.250 tCO₂e em 2024, uma queda de 29,4% que coloca o município no percentil 33 nacional — abaixo da mediana do país (138.513 tCO₂e). Entretanto, essa melhora não se estende a todos os setores: as emissões de energia dispararam 153,9% na década (de 2.808 para 7.130 tCO₂e), e as de resíduos cresceram 33,4% no período, atingindo 10.511 tCO₂e em 2024, valor bem acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 68, indicando pressão crescente da gestão de resíduos sólidos sobre o perfil de emissões do município.

No saneamento básico, a cobertura de água caiu para 65,4% em 2024, após recuo abrupto em 2023 (61,5%) que interrompeu uma trajetória de crescimento sustentado desde 2010 (62,2%) até o pico de 82,0% em 2022. O município está abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da média estadual do Paraná (89,5%), ocupando apenas o percentil 39. A perda de água na distribuição, embora tenha recuado 12,6% frente a 2010, permanece elevada em 26,1%, próxima da mediana nacional (29,1%) e da UF (29,0%), sugerindo ineficiência operacional que pode estar associada à própria instabilidade na cobertura observada nos últimos anos.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê: apenas 67,7% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e muito aquém do padrão paranaense (90,0%). Mais preocupante é o destino inadequado de dejetos, que atinge 21,1% dos domicílios — ainda que em queda de 31,9% desde 2010, o valor supera a mediana do país (14,9%) e é quase quatro vezes o índice da UF (5,6%), posicionando o município no percentil 62 (pior que a maioria). Esse déficit sanitário dialoga diretamente com o crescimento das emissões de resíduos, reforçando a necessidade de investimentos articulados em coleta, tratamento e destinação final para reverter simultaneamente os dois indicadores.

Quanto a eventos climáticos extremos, os registros disponíveis (2016) indicam 2 ocorrências de cheia, acima da mediana nacional (0) e no percentil 87, enquanto não há registros de seca no mesmo ano. A ausência de dados mais recentes limita a análise de tendência, mas o histórico já sinaliza vulnerabilidade hídrica que reforça a importância de priorizar a modernização da infraestrutura de água e esgoto do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

65.4%

2024

39
5.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

26.1%

2024

58
12.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

67.7%

2022

36
1.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.1%

2022

38
31.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

79.250 tCO₂e

2024

67
29.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.511 tCO₂e

2024

32
33.4% no período

Emissões de energia

SEEG

7.130 tCO₂e

2024

72
153.9% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.