São José da Coroa GrandePE

19.468 habitantes · IBGE 2613404

IA

Resumo socioambiental

São José da Coroa Grande apresenta em 2022 cobertura de água de 100,0%, resultado expressivo frente à mediana nacional de 76,5% e à média estadual de 86,7%, posicionando o município no percentil 100 do país. A trajetória histórica mostra salto relevante desde 2008 (68,5%), com estabilização acima de 90% a partir de 2012. Em contrapartida, a perda de água na distribuição, embora tenha recuado significativamente de 74,8% (2021) para 45,6% (2022), ainda supera a mediana nacional (29,9%) e a média de Pernambuco (43,5%), indicando ineficiência operacional que compromete parte do ganho obtido na universalização do acesso.

No saneamento básico, o quadro é positivo: 93,0% dos domicílios possuem coleta de resíduos em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (76,8%), enquanto o destino inadequado de domicílios caiu de 16,1% (2010) para 4,4% (2022), bem abaixo da mediana do país (14,9%). Essa alta cobertura de coleta, contudo, não se traduz em redução das emissões de resíduos, que cresceram 69,2% entre 2010 e 2024, atingindo 11.600 tCO₂e — quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 70. Esse contraste sugere que o avanço na coleta pode estar associado a destinação final com maior geração de metano, exigindo atenção à gestão dos resíduos sólidos.

As emissões totais de GEE do município somaram 35.111 tCO₂e em 2024, com queda de 7,2% desde 2010 e nível muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo o pequeno porte do município (percentil 14). As emissões de energia, por sua vez, cresceram 24,9% no período, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e), o que aponta para aumento do consumo energético como vetor de pressão ambiental a monitorar, mesmo com o perfil geral de baixas emissões.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, enquanto o estado de Pernambuco registrou 225 ocorrências de cheia e 1.804 de seca no mesmo ano, o que pode refletir tanto ausência de eventos quanto limitações no monitoramento local. Em síntese, o município exibe indicadores de saneamento e água superiores à média nacional, mas enfrenta desafios de eficiência na distribuição de água e de contenção das emissões associadas a resíduos e energia, que merecem priorização na agenda de gestão socioambiental.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.0%

2024

56
20.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

46.9%

2024

20
37.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.0%

2022

85
10.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.4%

2022

78
72.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

35.111 tCO₂e

2024

86
7.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.600 tCO₂e

2024

30
69.2% no período

Emissões de energia

SEEG

20.958 tCO₂e

2024

48
24.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.