São José da LajeAL

21.193 habitantes · IBGE 2708303

IA

Resumo socioambiental

São José da Laje apresenta situação favorável no abastecimento de água, com cobertura de 99,7% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e do estado (76,9%), posicionando o município no percentil 88. Contudo, esse avanço é ofuscado por uma perda de água elevada e crescente: 47,9% em 2022, um salto de +127,6% em relação ao ano anterior e acima da mediana nacional (29,9%), embora próxima do patamar já alto observado em Alagoas (43,9%). Essa combinação sugere rede com boa cobertura, mas operação ineficiente, com desperdício expressivo de água tratada — ponto que merece atenção prioritária da gestão local.

O saneamento de esgoto é o principal gargalo do município. A coleta, com último dado de 2013, era de apenas 68,6% (já em queda frente a 2012) e o tratamento permanecia em 0,0%, muito distante da mediana nacional de 37,7% (2022). A ausência completa de tratamento de esgoto, somada ao fato de 21,1% dos domicílios ainda terem destino inadequado de resíduos em 2022 (acima da mediana nacional de 14,9% e da UF de 13,0%), embora com melhora expressiva desde 2010 (-36,8%), indica que os investimentos em infraestrutura sanitária não acompanharam os ganhos obtidos no abastecimento de água. Essa lacuna tende a pressionar as emissões de resíduos, que somaram 10.558 tCO₂e em 2024, com alta de 19,6% desde 2010 e percentil 68 nacional — patamar coerente com a deficiência no tratamento de efluentes e destinação de resíduos sólidos.

No perfil de emissões totais, o município registrou 103.052 tCO₂e em 2024, com aumento de 40,5% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), resultando em percentil 41. As emissões de energia somaram 23.093 tCO₂e (+25,2% desde 2010, percentil 54), enquanto a matriz energética local é marcada por baixa capacidade hidráulica (2 MW, percentil 28) e capacidade de biomassa relativamente relevante (17 MW, percentil 73), sinalizando participação de fontes renováveis acima da média nacional nesse quesito específico, mas com potencial de expansão limitado nas últimas 15 anos, já que ambos os valores permaneceram estáveis desde 2010.

Do ponto de vista hidrológico, o único registro disponível é de 2016, com 2 ocorrências de cheia (percentil 87, indicando maior exposição a esse risco que a mediana nacional) e nenhuma seca registrada. A escassez de dados mais recentes sobre eventos extremos, esgotamento sanitário e tratamento de efluentes limita a análise de tendências atuais, reforçando a necessidade de atualização do monitoramento ambiental do município para subsidiar decisões futuras de investimento em saneamento e gestão de riscos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

67.3%

2024

42
24.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

68.6%

2013

3.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2013

Perda de água

SNIS/SINISA

32.0%

2024

43
51.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.1%

2022

51
15.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.1%

2022

39
36.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

19 MW

HidráulicaBiomassa

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

2 MW

2024

28
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

103.052 tCO₂e

2024

59
40.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.558 tCO₂e

2024

32
19.6% no período

Emissões de energia

SEEG

23.093 tCO₂e

2024

46
25.2% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.