São José da SafiraMG
3.861 habitantes · IBGE 3163003
Resumo socioambiental
São José da Safira/MG apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com destaque negativo para o tratamento de esgoto, que permanece em 0,0% desde 2016 até 2022, muito abaixo da mediana nacional de 37,7% e da média mineira de 44,5% (percentil 25). A cobertura de água também regrediu: caiu de 76,6% em 2008 para 64,6% em 2022, uma perda de 15,7 pontos percentuais, posicionando o município no percentil 36 nacional, abaixo da mediana do país (76,5%) e distante do desempenho de Minas Gerais (84,3%). A perda de água na distribuição, de 34,8% em 2022, é superior à mediana nacional (29,9%), embora próxima do índice estadual (35,0%), indicando ineficiência operacional que penaliza tanto a oferta hídrica quanto os custos de gestão.
Por outro lado, a coleta de esgoto mantém-se em patamar elevado, 94,5% em 2021, superior à mediana brasileira (87,8%) e à mineira (85,0%), configurando um paradoxo relevante: o município coleta bem os efluentes, mas não os trata, o que sugere lançamento in natura em corpos hídricos e risco ambiental e sanitário significativo. Já os domicílios com destino inadequado de resíduos caíram de 36,4% (2010) para 18,8% (2022), avanço expressivo, mas ainda acima da mediana nacional (14,9%) e muito distante do padrão mineiro (7,4%).
Nas emissões de gases de efeito estufa, o salto de 8.274 tCO₂e em 2023 para 87.868 tCO₂e em 2024 (alta de 569,4% frente a 2010) chama atenção, embora o valor absoluto ainda esteja abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Esse crescimento aparenta estar mais associado a mudanças de uso da terra do que a fontes tradicionais, já que as emissões de energia (3.156 tCO₂e, percentil 12) e de resíduos (2.193 tCO₂e, percentil 15) seguem bem abaixo da mediana nacional, esta última inclusive em leve queda (-8,8%) desde 2010. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, mas a ausência de dados recentes limita a análise de riscos hidrológicos atuais.
Em síntese, o município exige atenção prioritária para a implantação de estação de tratamento de esgoto, dado o descompasso entre alta cobertura de coleta e tratamento nulo, além de investimentos para reverter a queda na cobertura de água e reduzir perdas na distribuição, medidas que trariam ganhos sanitários, ambientais e de eficiência de custos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
63.6%
2023
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
63.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
80.0%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
30.9%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
81.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
18.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
87.868 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.193 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.156 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
