São José da VitóriaBA

5.451 habitantes · IBGE 2929354

IA

Resumo socioambiental

São José da Vitória/BA apresenta cobertura de água de 85,1% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e do estado (83,0%), posicionando o município no percentil 69. Contudo, houve retração de -11,9% em relação a anos anteriores, quando a cobertura chegou a atingir 100% (2012) e se manteve em 90% entre 2020 e 2023. A perda de água no sistema de distribuição, de 22,2%, é inferior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (34,5%), indicando eficiência operacional relativamente melhor que o padrão regional, embora tenha havido leve piora de +2,0% no último ano após período de melhoria (19,1% em 2022).

No saneamento, a coleta de resíduos domiciliares atinge 79,3% (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e do estado (69,0%), mas com queda de -5,1% frente a 2010 (83,6%). O destino inadequado de resíduos, em 16,4%, ficou estável na década e é levemente melhor que a média estadual (17,1%), porém pior que a mediana nacional (14,9%). Essa lacuna no manejo de resíduos sólidos ajuda a explicar o crescimento das emissões do setor, que passaram de 1.893 para 2.744 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+44,9%), embora o volume absoluto permaneça abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e do percentil 22, sinalizando impacto comparativamente contido nesse setor específico.

O dado mais crítico do dossiê é a trajetória das emissões totais de GEE, que saltaram de 24.601 para 159.462 tCO₂e entre 2010 e 2024, alta de +548,2%, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e posicionando o município no percentil 54. O crescimento recente (de 94.819 para 159.462 tCO₂e entre 2023 e 2024) é acentuado e não é explicado apenas pelo setor de resíduos ou energia — este último somou 9.811 tCO₂e em 2024, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando que outros setores (provavelmente mudança de uso da terra ou agropecuária, não detalhados neste dossiê) vêm impulsionando o aumento expressivo das emissões municipais.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA para o município em 2016, o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes. Em síntese, o município mantém indicadores de saneamento básico relativamente favoráveis frente às referências nacionais e estaduais, mas enfrenta sinais de deterioração na cobertura de água e um crescimento expressivo das emissões totais de GEE, que merece investigação mais aprofundada sobre suas causas setoriais para orientar políticas públicas de mitigação.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.1%

2024

69
11.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.2%

2024

69
2.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.3%

2022

54
5.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.4%

2022

47
0.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

159.462 tCO₂e

2024

46
548.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.744 tCO₂e

2024

78
44.9% no período

Emissões de energia

SEEG

9.811 tCO₂e

2024

65
159.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.