São José das MissõesRS
2.403 habitantes · IBGE 4318457
Resumo socioambiental
São José das Missões/RS apresenta situação sólida em abastecimento de água, com cobertura de 99,3% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média gaúcha (88,1%), posicionando o município no percentil 86 do país. As perdas no sistema, de 1,9% em 2022, são excepcionalmente baixas frente à mediana nacional (29,9%) e à UF (36,5%), embora a série histórica revele forte instabilidade, com picos de 62,9% e 63,0% em 2020 e 2021, sugerindo problemas pontuais de medição ou operação que foram corrigidos rapidamente.
O saneamento de esgoto, entretanto, é o principal ponto de atenção. Apenas 58,7% dos domicílios têm coleta em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), enquanto 41,2% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos — quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e muito superior ao patamar da UF (4,5%), colocando o município no percentil 86 (pior) nesse quesito. Apesar da melhora expressiva desde 2010 (quando o destino inadequado atingia 62,1%), o descompasso entre água tratada e esgoto coletado é preocupante, pois pode comprometer os ganhos sanitários obtidos no abastecimento.
Do ponto de vista climático, o município tem perfil de baixa escala de emissões: 28.231 tCO₂e em 2024, com queda de 6,7% em relação ao ano anterior e bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, de 953 tCO₂e, mostram trajetória de queda consistente (-17,4% no último ano, e redução acumulada desde o pico de 1.347 tCO₂e em 2013), o que é coerente com a modesta cobertura de coleta de esgoto, já que menor tratamento formal tende a gerar menos emissões computáveis nesse setor. Já as emissões de energia cresceram 45,2% no período, refletindo maior consumo energético, mas ainda em nível baixo frente ao Brasil (percentil 26).
Quanto a eventos hidrológicos extremos, os registros de 2016 indicam 3 ocorrências de cheia e 6 de seca, valores que superam a mediana nacional (zero para ambos), embora estejam distantes dos totais absolutos do Rio Grande do Sul. Diante desse quadro, a prioridade de gestão deve ser a ampliação da coleta e tratamento de esgoto, dado o hiato expressivo em relação aos padrões estadual e nacional, sem perder o desempenho já consolidado na gestão da água.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
99.3%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
1.9%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
58.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
41.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
28.231 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
953 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.470 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
