São José de EspinharasPB

4.099 habitantes · IBGE 2514404

IA

Resumo socioambiental

São José de Espinharas/PB apresenta quadro socioambiental preocupante, com déficits estruturais em saneamento básico que colocam o município em posição desfavorável frente ao restante do país. A cobertura de água atinge apenas 47,5% dos domicílios em 2022, bem abaixo da mediana nacional de 76,5% e do patamar estadual de 77,2%, situando o município no percentil 18 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A coleta de lixo é ainda mais crítica: apenas 21,9% dos domicílios são atendidos (2022), contra mediana nacional de 76,9%, posicionando o município no percentil 2. Coerente com isso, o destino inadequado de resíduos atinge 55,7% dos domicílios, quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e a estadual (15,4%), colocando o município no percentil 96 — entre os piores casos do país.

Um ponto de relativa melhora é a perda de água na distribuição, que caiu para 26,8% em 2022 (variação de -64,0% desde 2008), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (37,3%), no percentil 42. Ainda assim, essa eficiência operacional contrasta com a baixa cobertura do serviço, sugerindo que o sistema de abastecimento, embora menos perdulário, ainda não alcança a maior parte da população.

Nas emissões de GEE, o município registrou 52.596 tCO₂e em 2024, com forte oscilação ao longo da série (incluindo anos de sequestro líquido negativo entre 2012 e 2016) e pico de 186.216 tCO₂e em 2023, indicando grande variabilidade provavelmente ligada a mudanças de uso do solo. As emissões de resíduos, por sua vez, cresceram de forma constante e moderada (+23,6% desde 2010, chegando a 2.476 tCO₂e em 2024), movimento esperado dado o baixo índice de coleta e destinação inadequada de lixo, que tende a gerar emissões difusas não totalmente capturadas nesse indicador setorial. As emissões de energia saltaram +250,7% no período, embora permaneçam baixas em termos absolutos (1.500 tCO₂e), no percentil 4 nacional.

Os registros de eventos hidrológicos de 2016 mostram maior vulnerabilidade à seca do que a inundações: 17 registros de seca posicionam o município no percentil 97 nacional, enquanto a única cheia registrada o coloca no percentil 76. Esse padrão reforça a necessidade de priorizar investimentos em infraestrutura hídrica e de saneamento, dado que a combinação de baixa cobertura de água, coleta de lixo insuficiente e alta exposição à seca configura um cenário de vulnerabilidade socioambiental que demanda atenção prioritária dos gestores públicos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

32.5%

2024

8
16.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

30.1%

2024

48
37.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

21.9%

2022

2
40.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

55.7%

2022

4
12.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

52.596 tCO₂e

2024

78
24.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.476 tCO₂e

2024

82
23.6% no período

Emissões de energia

SEEG

1.500 tCO₂e

2024

96
250.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

17

2016

3
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.