São José de PiranhasPB
19.552 habitantes · IBGE 2514503
Resumo socioambiental
São José de Piranhas apresenta quadro misto em saneamento básico. A cobertura de água atingiu 79,8% em 2022, com avanço de 27,4 pontos desde 2008 e acima da mediana nacional (76,5%) e da média da Paraíba (77,2%), posicionando o município no percentil 55. Já a coleta de esgoto ficou em 87,7% em 2021, praticamente no nível da mediana brasileira (87,8%) e bem superior à média estadual (64,8%), indicativo de rede de coleta relativamente bem estruturada. O ponto crítico do saneamento é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% entre 2020 e 2022, contra mediana nacional de 37,7% e estadual de 42,7% — ou seja, o esgoto é coletado mas não tratado, sendo lançado sem tratamento no ambiente, o que compromete a qualidade dos corpos hídricos locais.
A perda de água na distribuição chegou a 37,0% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e próxima da média estadual (37,3%), com tendência de alta (+5,4 p.p.) após período de melhora entre 2020-2021. Essa ineficiência operacional pressiona a sustentabilidade do sistema hídrico municipal, especialmente relevante em contexto de seca observada, com 13 registros identificados pela ANA em 2016, valor que coloca o município no percentil 92 nacional — indicando maior exposição a eventos de escassez hídrica que a maioria dos municípios brasileiros.
No quesito resíduos domiciliares, houve progresso expressivo: o destino inadequado caiu de 42,3% (2010) para 21,5% (2022), redução de 49,3%, embora ainda acima da mediana nacional (14,9%) e estadual (15,4%). A coleta domiciliar avançou para 75,7%, ligeiramente abaixo da mediana do país (76,9%). Esse avanço na gestão de resíduos, contudo, não se refletiu nas emissões do setor, que cresceram 18,8% entre 2010 e 2024, atingindo 7.193 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) — sugerindo que a ampliação da coleta pode estar associada a maior geração de emissões em aterros ou disposição final, sem captura de metano.
Em termos de emissões totais de GEE, o município registrou 164.928 tCO₂e em 2024, queda de 16,7% em relação a 2010, mas com trajetória bastante instável (pico de 266.254 tCO₂e em 2023) e ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de energia (17.254 tCO₂e) ficaram próximas da mediana do país, enquanto o setor de resíduos se destaca como fonte com maior desvio positivo frente ao padrão nacional. Para os gestores, a prioridade imediata é equacionar o tratamento de esgoto — hoje inexistente — e reduzir as perdas na distribuição de água, ambas com efeito direto sobre saúde pública, qualidade ambiental e resiliência hídrica do município frente aos riscos de seca já identificados.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
54.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
48.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
16.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
75.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
21.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
164.928 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.193 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
17.254 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
13
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
