São José de RibamarMA

257.414 habitantes · IBGE 2111201

IA

Resumo socioambiental

São José de Ribamar apresenta quadro sanitário crítico, com destaque negativo para o abastecimento de água: a cobertura caiu para 20,7% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da própria UF (59,6%), posicionando o município no percentil 3 do país. Mais grave ainda é a trajetória: após atingir 100% em 2018, o indicador desabou para 22,3% em 2021 e seguiu praticamente estável em patamar baixo, sugerindo descontinuidade operacional ou falha de medição no sistema. A perda de água na distribuição, de 62,0% (2022), está entre as piores do país (percentil 93, contra mediana nacional de 29,9%), o que ajuda a explicar a baixa cobertura efetiva mesmo havendo infraestrutura instalada — grande parte da água captada não chega ao consumidor final.

O esgotamento sanitário mostra evolução relativa, mas ainda insuficiente: a coleta está em 39,9% (2021), com alta de 116,7% desde 2015, porém abaixo da mediana nacional (87,8%), ainda que acima da média estadual (33,9%), posicionando o município no percentil 21. O tratamento de esgoto, em 48,2% (2022), supera tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a UF (21,4%), colocando o município no percentil 56 — um ponto positivo relativo, embora a série mostre oscilação acentuada (de 74,4% em 2018 para 28,3% em 2021). Na gestão de resíduos domiciliares, o cenário é mais favorável: a coleta atende 84,9% dos domicílios (2022, percentil 66) e o destino inadequado caiu para 6,2%, redução de 67,1% desde 2010, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e muito distante da UF (29,4%).

Essa melhoria na gestão de resíduos contrasta, contudo, com o salto expressivo nas emissões de GEE associadas ao setor: as emissões de resíduos passaram de 108.541 tCO₂e (2023) para 236.784 tCO₂e em 2024, alta de 312,6% desde 2010, colocando o município no percentil 99 nacional — um dos piores indicadores do dossiê. Esse comportamento, combinado ao aumento das emissões de energia (307.099 tCO₂e, percentil 93) e ao crescimento geral das emissões totais (573.078 tCO₂e, alta de 115,3% desde 2010, percentil 82), indica que a expansão da coleta de resíduos não veio acompanhada de tratamento adequado (aterro sanitário, aproveitamento de biogás), gerando mais emissões por tonelada gerida.

Em síntese, o município exibe descompasso relevante entre a infraestrutura declarada e o desempenho ambiental efetivo: a matriz energética permanece pouco diversificada, com potência de biomassa estagnada em 2 MW desde 2015 (abaixo da mediana nacional de 5 MW), enquanto os investimentos em saneamento não se traduziram em ganhos consistentes de cobertura de água nem em controle de perdas. Recomenda-se priorizar auditoria da rede de distribuição de água, retomada da expansão de esgotamento sanitário e avaliação técnica da destinação final de resíduos, dado o salto abrupto nas emissões associadas em 2024.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

97.0%

2024

89
587.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

41.9%

2024

33
127.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

42.5%

2024

56
32.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

57.7%

2024

11
15.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.9%

2022

66
4.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.2%

2022

71
67.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

2 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

573.078 tCO₂e

2024

18
115.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

236.784 tCO₂e

2024

1
312.6% no período

Emissões de energia

SEEG

307.099 tCO₂e

2024

7
107.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.