São José do AlegreMG

4.242 habitantes · IBGE 3163201

IA

Resumo socioambiental

São José do Alegre apresenta quadro socioambiental misto, com destaque negativo para o saneamento básico. A cobertura de água atingiu 72,5% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 45. Mais grave é a ausência total de tratamento de esgoto (0,0% em 2022, sem variação desde 2011), enquanto a mediana nacional chega a 37,7% e a de Minas Gerais a 44,5% — o município está no percentil 25, evidenciando que, apesar de coletar quase todo o esgoto gerado (99,7% em 2021, percentil 72), esse volume é despejado sem tratamento, com potencial impacto direto na qualidade dos corpos hídricos locais.

A perda de água na distribuição é outro ponto de atenção: saltou de 19,6% (2021) para 31,3% em 2022, alta de quase 20% em um ano, superando a mediana nacional (29,9%) e aproximando-se do patamar mineiro (35,0%). Essa deterioração operacional contrasta com a evolução positiva no manejo de resíduos domiciliares: a coleta de lixo alcançou 87,2% dos domicílios em 2022 (percentil 71), e o destino inadequado de resíduos caiu de 19,5% para 5,4% entre 2010 e 2022, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%).

No campo climático, o município reduziu suas emissões totais de GEE em 25,9% entre 2010 e 2024, chegando a 32.929 tCO₂e, bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 13. Contudo, essa trajetória favorável esconde tensões setoriais: as emissões de energia cresceram 72,7% no período, atingindo 9.120 tCO₂e em 2024, e as de resíduos aumentaram 37,9%, para 2.563 tCO₂e — coerente com o aumento da cobertura de coleta, que amplia a geração de metano em disposição final. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, sem série histórica recente que permita avaliar tendências hidrológicas.

Em síntese, o principal desafio de São José do Alegre é o saneamento: zero tratamento de esgoto associado a perdas crescentes de água tratada configura risco sanitário e ambiental que demanda investimento prioritário, especialmente considerando que o desempenho em resíduos sólidos e emissões totais é comparativamente favorável frente aos parâmetros estadual e nacional.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

89.4%

2024

76
23.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

59.9%

2024

50
40.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

5.1%

2024

98
79.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

87.2%

2022

71
8.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.4%

2022

74
72.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

32.929 tCO₂e

2024

87
25.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.563 tCO₂e

2024

81
37.9% no período

Emissões de energia

SEEG

9.120 tCO₂e

2024

66
72.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.