São José do DivinoPI

4.906 habitantes · IBGE 2210052

IA

Resumo socioambiental

São José do Divino/PI apresenta um quadro de saneamento básico frágil e abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 57,9% em 2022, distante da mediana brasileira de 76,5% e do valor do Piauí (73,0%), posicionando o município no percentil 27 nacional. Mais preocupante é a perda de água, que chegou a 64,2% em 2022 — mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à média estadual (46,4%), colocando o município no percentil 94, ou seja, entre os piores do país nesse indicador. Essa combinação de baixa cobertura com alta perda sugere ineficiência estrutural na rede de distribuição, que compromete o acesso mesmo onde a infraestrutura existe.

No saneamento de resíduos, houve avanço relevante: a coleta domiciliar subiu de 51,4% (2010) para 63,1% (2022), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu drasticamente de 48,6% para 13,5% no mesmo período, uma redução de 72,2%. Ainda assim, o município permanece abaixo da mediana nacional de coleta (76,9%) e próximo da mediana nacional de destinação inadequada (14,9%), indicando que a melhoria histórica não foi suficiente para alcançar o padrão do país.

Do lado climático, as emissões totais de GEE mudaram de trajetória: depois de anos com saldo negativo (indicando remoção líquida, possivelmente por regeneração de vegetação), o município passou a emitir 41.315 tCO₂e em 2024, revertendo o padrão observado entre 2014 e 2023. As emissões de energia cresceram 655,4% na década, para 4.961 tCO₂e, e as de resíduos aumentaram 69,3%, para 3.991 tCO₂e — este último indicador coerente com o crescimento da coleta domiciliar, já que mais resíduos coletados tendem a gerar mais emissões no tratamento final. Apesar do salto, o município ainda emite menos que a mediana nacional em todas as categorias (percentis 17 a 34), sugerindo impacto climático absoluto ainda contido, mas em tendência de alta que merece monitoramento.

Os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição a eventos de seca (8 registros) mais acentuada que a de cheias (1 registro), com percentis nacionais de 83 e 76, respectivamente — ambos acima da mediana do país (zero em ambos os casos), reforçando a vulnerabilidade hídrica do município e a urgência de investimentos que reduzam perdas na rede e amplie a cobertura de água, especialmente diante de um cenário de estresse hídrico recorrente.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

42.5%

2023

13.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

63.2%

2023

25.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

63.1%

2022

30
22.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.5%

2022

53
72.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

41.315 tCO₂e

2024

83
274.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.991 tCO₂e

2024

66
69.3% no período

Emissões de energia

SEEG

4.961 tCO₂e

2024

79
655.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

8

2016

17
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.