São José do EgitoPE
32.491 habitantes · IBGE 2613602
Resumo socioambiental
São José do Egito/PE apresenta quadro de saneamento básico preocupante e em deterioração recente. A cobertura de água atingiu 69,2% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e após um recuo abrupto desde o pico de 99,3% em 2022 — movimento atípico que sugere revisão de base de dados ou problema operacional, e não avanço real. Mais grave é a coleta de esgoto, que despencou de 100% (2019) para 43,1% em 2024, queda de 56,9%, ficando abaixo da mediana nacional (59,9%) e mesmo da UF (37,6%), embora ainda no percentil 34. O tratamento de esgoto é 0,0% desde ao menos 2015, muito aquém da mediana nacional (33,3%) e da UF (33,7%), configurando ausência total de tratamento de efluentes no município. A perda de água, embora tenha caído para 39,1% em 2024, permanece bem acima da mediana nacional (29,1%) e é o dobro do desejável, indicando ineficiência na distribuição que compromete a própria cobertura declarada.
No recorte domiciliar, o Censo 2022 confirma o retrocesso: apenas 60,2% dos domicílios têm coleta de esgoto (queda de 10,1% frente a 2010), e 24,7% têm destino inadequado de dejetos, quase o dobro da mediana nacional (14,9%). Essa combinação de baixo tratamento e alto descarte inadequado tem relação direta com o crescimento das emissões de resíduos, que subiram 24,3% desde 2010 e atingiram 14.949 tCO₂e em 2024 — mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), colocando o município no percentil 77, entre os mais emissores do país nesse setor.
Nas emissões totais de GEE, o município registrou 145.046 tCO₂e em 2024, próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e), com queda de 6,1% frente a 2023, mas ainda acima dos patamares de 2013-2019. As emissões de energia (65.401 tCO₂e) são mais de três vezes a mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo baixa penetração de fontes limpas: a potência solar instalada está estagnada em 73 kW desde 2021, muito abaixo da mediana nacional (908 kW), no percentil 8. Não há investimento aparente em expansão solar que pudesse compensar o perfil emissor do setor energético.
Por fim, os registros históricos de eventos extremos (2016) mostram 2 ocorrências de cheia e 14 de seca, valores baixos em termos absolutos, mas destoantes da mediana nacional (0 em ambos os casos), sinalizando vulnerabilidade climática que se soma à fragilidade estrutural do saneamento. Em conjunto, os indicadores apontam para um município com infraestrutura de água e esgoto em regressão, ausência de tratamento de efluentes, alta perda hídrica e dependência quase exclusiva de fontes emissoras de carbono, exigindo priorização de investimentos em saneamento e diversificação energética.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
69.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
43.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
39.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
60.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
24.7%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
73 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
73 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
73 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
145.046 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
14.949 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
65.401 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
14
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
