São José do GoiabalMG

5.492 habitantes · IBGE 3163409

IA

Resumo socioambiental

São José do Goiabal apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com destaque positivo em saneamento de esgoto e sinais de atenção em água e emissões. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e a média mineira (85,0%), colocando o município no percentil 100. O tratamento de esgoto, embora tenha recuado de 100,0% para 86,6% entre 2019 e 2022, ainda é muito superior à mediana nacional (37,7%) e estadual (44,5%), posicionando o município no percentil 82. Em contraste, a cobertura de água caiu para 65,5% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (84,3%), refletindo estagnação estrutural ao longo da série histórica.

A perda de água é um ponto crítico: saltou de 14,7% (2021) para 29,5% em 2022, um aumento de quase 98% em relação a 2008, aproximando-se da mediana nacional (29,9%), mas revelando ineficiência crescente na rede distribuidora — o que ajuda a explicar a estagnação da cobertura de água mesmo com investimentos em esgotamento sanitário. Nos indicadores domiciliares do Censo, a coleta de resíduos chegou a 78,9% em 2022 (percentil 54), enquanto o destino inadequado de domicílios caiu para 14,8%, praticamente equivalente à mediana nacional (14,9%), mas ainda distante do padrão mineiro (7,4%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE dispararam para 160.257 tCO₂e em 2024, alta de 69,7% frente a 2010 e acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 54. As emissões de resíduos, embora tenham crescido 72,2% desde 2010, alcançando 3.635 tCO₂e, permanecem abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), sugerindo que o aumento de GEE é impulsionado majoritariamente por outros setores (provavelmente mudança de uso do solo, não detalhado no dossiê), já que energia contribui com apenas 1.599 tCO₂e, no percentil 5.

Do ponto de vista hídrico-climático, o município registrou 2 eventos de cheia em 2016 (percentil 87 nacional), sem registros de seca no mesmo ano, e sua segurança hídrica projetada para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) e da UF (3,694). Em síntese, o município combina avanços notáveis em esgotamento sanitário com fragilidades crescentes em perdas de água, emissões totais e segurança hídrica futura, exigindo atenção prioritária para modernização da infraestrutura hídrica e monitoramento das fontes de emissões não relacionadas a resíduos ou energia.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

66.1%

2024

40
1.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

76.5%

2024

65
10.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

19.3%

2024

77
35.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

78.9%

2022

54
4.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

14.8%

2022

50
39.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

160.257 tCO₂e

2024

46
69.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.635 tCO₂e

2024

69
72.2% no período

Emissões de energia

SEEG

1.599 tCO₂e

2024

95
4.5% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.