São José do InhacoráRS

2.463 habitantes · IBGE 4318499

IA

Resumo socioambiental

São José do Inhacorá/RS apresenta um quadro preocupante no saneamento básico, com destaque negativo para o abastecimento de água: a cobertura caiu para 31,3% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 7 do país. A série histórica mostra deterioração relevante desde o pico de 47,6% em 2015, com queda de 16,9% no período recente. As perdas de água, embora tenham melhorado substancialmente entre 2018 e 2022 (mínimo de 24,8% em 2022), voltaram a subir para 38,5% em 2024, acima da mediana nacional (29,1%) e próxima ao patamar estadual (39,4%), indicando possível retrocesso na gestão da rede distribuidora que merece investigação técnica.

A coleta de resíduos domiciliares também recuou, de 95,9% em 2010 para 88,1% em 2022, embora ainda supere a mediana nacional (76,9%) e a média gaúcha (82,7%). Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos aumentou expressivamente (+161% no período), atingindo 10,8% dos domicílios em 2022 — patamar mais que o dobro da média estadual (4,5%), ainda que abaixo da mediana brasileira (14,9%). Essa combinação de queda na coleta com alta no descarte inadequado sinaliza fragilidade na gestão municipal de resíduos, tema que dialoga diretamente com as emissões do setor, que se mantiveram estáveis em torno de 1.667 tCO₂e em 2024, valor muito inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No campo climático, as emissões totais de GEE do município somaram 35.938 tCO₂e em 2024, muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando São José do Inhacorá no percentil 14 — ou seja, entre os menores emissores do país. Entretanto, chama atenção o crescimento acentuado das emissões de energia, que saltaram de 1.642 tCO₂e em 2010 para 3.980 tCO₂e em 2024 (+142,4%), tendência que contrasta com a estagnação da capacidade solar instalada, mantida em 390 kW desde 2023 — patamar inferior à mediana nacional (908 kW) e ao percentil 30. Essa lacuna sugere espaço para expansão de energia renovável como estratégia de mitigação.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos de 2016 indicam exposição a secas (5 registros) mais acentuada que a cheias (1 registro), ambos no percentil 76 nacional, evidenciando vulnerabilidade climática que reforça a urgência de recuperar a eficiência da rede de água e ampliar a resiliência hídrica do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

31.3%

2024

7
16.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

38.5%

2024

31
20.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

88.1%

2022

73
8.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.8%

2022

59
161.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

390 kW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

390 kW

2024

30
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

390 kW

2024

30
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

35.938 tCO₂e

2024

86
1.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.667 tCO₂e

2024

92
0.1% no período

Emissões de energia

SEEG

3.980 tCO₂e

2024

83
142.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.