São José do JacuriMG
6.298 habitantes · IBGE 3163508
Resumo socioambiental
São José do Jacuri/MG apresenta quadro de saneamento crítico e distante da realidade nacional. A cobertura de água atingiu 41,3% em 2024, com salto expressivo em relação aos anos anteriores (patamar de ~30%), mas ainda muito abaixo da mediana nacional de 73,2% e da UF (83,3%), posicionando o município no percentil 13. Já a coleta de esgoto sofreu retrocesso severo: caiu de patamares próximos a 80-100% entre 2009 e 2021 para apenas 26,1% em 2024, uma queda de -73,9% no período, ficando abaixo da mediana nacional (59,9%) e de Minas Gerais (78,2%). O tratamento de esgoto é 0,0% desde 2010, sem nenhuma evolução na série histórica, enquanto a mediana nacional é de 33,3%.
Essa combinação de baixa coleta e ausência total de tratamento de esgoto é coerente com o indicador de destino inadequado de domicílios, que atingiu 56,9% em 2022 — muito acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%), colocando o município no percentil 96, entre os piores do país nesse quesito. Por outro lado, chama atenção a perda de água na distribuição, que caiu de patamares de 20-27% ao longo da série para apenas 2,9% em 2024, valor bem inferior à mediana nacional (29,1%) e à UF (35,8%), posicionando o município no percentil 1 (melhor desempenho relativo). Essa melhora pontual em 2024 contrasta com a estagnação estrutural em coleta e tratamento, sugerindo possível intervenção pontual na rede sem resolver o problema mais amplo de esgotamento sanitário.
No aspecto climático, as emissões totais de GEE cresceram de forma acentuada, passando de 44.777 tCO₂e em 2010 para 290.899 tCO₂e em 2024, alta de +549,7%, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 69. As emissões de resíduos, que se relacionam diretamente com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, mostraram-se relativamente estáveis, em 3.974 tCO₂e (2024, +10,5% desde 2010), abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e). As emissões de energia mais que dobraram no período (+101,1%), chegando a 7.610 tCO₂e em 2024, ainda inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA para o município na série disponível (2016).
Em síntese, o município enfrenta desafio prioritário no eixo de esgotamento sanitário, com regressão acentuada na coleta e tratamento nulo persistente, refletindo-se no elevado percentual de destino inadequado de resíduos domésticos. O crescimento expressivo das emissões totais de GEE, mesmo com resíduos e energia abaixo da mediana nacional, indica que outras fontes (como mudança de uso do solo ou agropecuária, não detalhadas neste dossiê) vêm pressionando o balanço de emissões do município e merecem investigação adicional por parte da gestão local.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
41.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
26.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
2.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
37.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
56.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
290.899 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.974 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.610 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
