São José do SabugiPB

4.270 habitantes · IBGE 2514701

IA

Resumo socioambiental

São José do Sabugi/PB apresenta quadro socioambiental frágil, com destaque para o saneamento básico. A cobertura de água caiu para 64,3% em 2022, queda de 13,9 pontos percentuais frente ao ano anterior, ficando abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (77,2%), no percentil 35. A coleta de esgoto, de 86,1% (2021), está próxima da mediana do país (87,8%) e bem acima da média estadual (64,8%), mas o dado mais crítico é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2012 — enquanto a mediana nacional é de 37,7% e a da Paraíba, 42,7%. Ou seja, o município coleta esgoto, mas não trata nada, o que compromete os corpos hídricos e a saúde pública.

A perda de água na distribuição também é preocupante, em 32,7% (2022), acima da mediana nacional (29,9%), embora abaixo da média estadual (37,3%). Do lado dos resíduos sólidos domiciliares, a coleta atinge apenas 67,8% dos domicílios (2022), inferior à mediana do país (76,9%) e da UF (79,6%), enquanto o destino inadequado de resíduos afeta 27,2% dos domicílios — quase o dobro da mediana nacional (14,9%), posicionando o município no percentil 70 (pior que a maioria). Essa deficiência na destinação final ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que subiram 44,6% desde 2010, atingindo 1.997 tCO₂e em 2024, embora ainda abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

Em termos climáticos, as emissões totais de GEE caíram 25,5% desde 2010, chegando a 10.914 tCO₂e em 2024 — valor muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 5, entre os menores emissores do país. Chama atenção, porém, o salto das emissões de energia, que cresceram mais de 1.366% no período, refletindo maior consumo energético local, ainda que em patamar baixo (5.043 tCO₂e) frente ao Brasil. A potência eólica instalada dobrou entre 2020 e 2021, estabilizando em 132 MW, próxima da mediana nacional (135 MW), indicando algum avanço em fontes renováveis.

Quanto a riscos hídricos, o único registro disponível (2016) mostra 3 ocorrências de cheia e 18 de seca, ambos no contexto de uma UF com números expressivamente mais altos (265 e 2.866, respectivamente), mas os dados não são atualizados desde então. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0), sinalizando vulnerabilidade futura ao abastecimento. Em síntese, o município enfrenta um desafio estrutural de saneamento — sobretudo na ausência total de tratamento de esgoto e na baixa cobertura de coleta de resíduos —, que exige investimento prioritário, mesmo com desempenho ambiental relativamente favorável em emissões totais de GEE.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

55.9%

2024

27
18.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

56.2%

2024

47
43.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

Perda de água

SNIS/SINISA

25.9%

2024

58
37.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

67.8%

2022

36
2.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

27.2%

2022

30
11.4% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

150 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

150 MW

2024

55
137.5% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

10.914 tCO₂e

2024

95
25.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.997 tCO₂e

2024

88
44.6% no período

Emissões de energia

SEEG

5.043 tCO₂e

2024

79
1366.2% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

18

2016

2
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.