São José dos RamosPB

6.105 habitantes · IBGE 2514453

IA

Resumo socioambiental

São José dos Ramos/PB apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento básico, com indicadores substancialmente abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 50,1% em 2022, bem inferior à mediana nacional de 76,5% e à média estadual de 77,2%, posicionando o município no percentil 20 do país. Ainda assim, houve avanço expressivo na redução de perdas de água, que caíram de 40,0% (2021) para 23,0% (2022) — patamar hoje melhor que a mediana nacional (29,9%) e a da UF (37,3%), sugerindo ganhos recentes de eficiência operacional que merecem ser sustentados.

O esgotamento sanitário revela a maior fragilidade do município: embora a coleta formal alcance 100% (2017), acima da mediana nacional (87,8%), o tratamento de esgoto é 0%, enquanto a mediana do Brasil já chega a 37,7% e a da Paraíba a 42,7%. Esse descompasso entre coleta e tratamento indica que o esgoto captado é lançado sem qualquer tratamento no ambiente, com potencial impacto direto na qualidade dos corpos d'água locais. Adicionalmente, dados do Censo mostram que apenas 53,3% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), muito abaixo da mediana nacional (76,9%), e 44,3% têm destino inadequado de resíduos — quase três vezes a mediana do país (14,9%), colocando o município no percentil 89 (entre os piores do Brasil nesse quesito).

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 20.173 tCO₂e em 2024, com queda de 15,8% desde 2010, e situam o município no percentil 8 nacional — ou seja, entre os menores emissores do país, refletindo o porte populacional reduzido. Entretanto, as emissões de resíduos cresceram 55,1% no período (1.229 para 1.906 tCO₂e), movimento coerente com a precariedade da gestão de resíduos sólidos identificada nos indicadores do Censo. As emissões de energia também dispararam (+1.124,5%), embora em valores absolutos ainda modestos.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos de 2016 mostram exposição relevante a extremos: 2 ocorrências de cheia e 10 de seca, posicionando o município nos percentis 87 e 86 nacionais, respectivamente — sinal de vulnerabilidade climática que se soma às fragilidades estruturais do saneamento. O conjunto dos dados aponta para a urgência de investimentos em tratamento de esgoto e gestão de resíduos sólidos como prioridades imediatas de política pública, dado que os ganhos recentes em perdas de água mostram que avanços são possíveis quando há intervenção direcionada.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

35.6%

2024

9
2.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2017

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2017

Perda de água

SNIS/SINISA

1.5%

2024

100
94.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

53.3%

2022

18
19.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

44.3%

2022

11
19.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

20.173 tCO₂e

2024

92
15.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.906 tCO₂e

2024

89
55.1% no período

Emissões de energia

SEEG

2.028 tCO₂e

2024

93
1124.5% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

10

2016

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.